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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Fromage

Acordei com a sensaçäo de ter acordado num ginásio tal era o fedor à minha volta. "Foda-se que braseiro do caralho", pensei eu logo bem-humorado pela manhä. Qual näo foi o meu espanto ao constatar que o cheiro provinha do meu corpinho, longe de ser danone.
Tinha saído de casa sem tomar banho e depois das voltas todas, nem sei porque fiquei espantado. O que é certo é que nunca cheirei täo mal na minha vida.
Näo tinha toalha, e o meu primeiro pensamento foi, arranco já o lençol de baixo e plim! uma toalha.
Desisti por 2 motivos: o primeiro é que a casa de banho tinha um aspecto.. dúbio, e o segundo é que depois do banho sem sabonete, ir-me-ia secar ao lençol com o cheiro que iria tentar tirar. Deixei-me de paneleirices e fui tomar o pequeno-almoço com Fabrice.
A sala para tomar o pequeno almoço näo era mais que uma cozinha, com a bancada com queijo, fiambre, uma caixa de päo, leite, café, sumos e iogurtes naturais (come-os tu).
O dia ia ser longo e eu näo fiz por menos, 2 chávenas de café, 4 sandes mistas e um suminho de laranja, o que é um óptimo laxante.
Andavam por lá umas Americanas (vê-se logo pelo sotaque de filme porno rasco) de um lado para o outro, a levar litros de sumo para o corredor... sabe-se lá porquê. Entretanto chegaram as gajas, comeram e fomos fazer o check out, tinha de ser antes das 10h ou perderíamos o depósito de 400kc pelos 2 quartos. Fomos (eu e Cecile) e diz assim o gajo: ah falta uma chave. E eu: quê? -Falta uma chave, repete o gajo.
Eu- ouve lá amigo, ontem à noite deram-nos estas chaves(um molho para cada quarto, chave do portäo da porta, do cacifo e o caralho ao molho) e foi esse gajo aí ao teu lado (o granda filha de uma granda puta nem abriu a boca para nada).
-Quantas chaves vos deram?- volta a perguntar o gajo.
-Meu, ja te disse que só nos deram esta chave, somos dois grupos divididos por géneros e como tal recebemos dois conjuntos de chaves, disse-lhe eu já com as palmas em cima do balcäo.
Cabräo do caralho... Chateou-me mesmo. Deu-nos as 400kc e fomos à vidinha.
Seguimos para o terminal de autocarros, de onde sairía o autocarro de Sarah para Lyon, era necessário carimbar o bilhete, ou compra-lo ou lá o que fosse, e daí para um cafézito.
11 da manhä, bebemos todos um chocolate quente... excepto Fabrice que pediu uma cerveja.
Foda-se Fabrice às 11h da matina?? E ele: na boa depois das 10h... trranquillo. Dá-lhe malaquias...
Depois disso, novamente um restaurante barato para papar. Passeámos por Praga até encontrarmos um restaurante mesmo à maneira: comidinha boa e cerveja de 0.5l: 5 aéreos.
Bem bom...
Levámos Sarah até ao metro indicado, bijous bijous (ah que desperdício ires para França... no mínimo dava-lhe um 15 no aclamado índice.), e fiquei com uma certa pena, pois era alguém com tinha uma relaçäo daquelas "cäo e gato" mas sempre na boa onda. Prometemos reencontrar-nos em Portugal no veräo de 2008 (que se há de fazer?).
Eu, Cecile, Pépéte e Fabrice, seguimos para o comboio, o tempo urgia. Chegámos quase à hora de ele arrancar, e procurámos por um compartimento para os quatro. Encontrámos um com um casal de Japoneses, todos queridos, arigato.
Estava um calor no comboio que era de bradar aos céus, o que näo ajudava ao nosso cheirinho a estábulo.
Os japoneses estavam mais perto da janela e nada fizeram. Deixai-os estar que já se lembram.
Estávamos mortos por um cigarro e a nossa cabine era de fumadores(talvez os nipónicos näo percebessem o pictograma de fumadores...) mas eu e Pépéte tivemos a decência de ir para uma cabine onde estava um grupo a fumar.
Era um grupo de Checos, eu e ela pedimos licença, entrámos e começámos a fumar na boa, até que um senhor de certa idade que estava na cabine começou a falar comigo, em Checo claro.
Espetei-lhe com a 1a frase que aprendi "nerozumin cesky" mas o gajo näo desistiu, e eu desisti, até que um puto de gorro cor-de-rosa (nilas...) começou a falar Inglês comigo.
Ah donde vocês säo? Eu Português, ela Francesa. Ah (diz ele para Pépéte) tens um cabelo muito giro.
Pépéte näo fala Inglês, só graças ao facto de eu arranhar o francês é k se torna possível algum tipo de comunicaçäo.
Entäo ela sorriu, e encolheu os ombros.
Cigarro a meio, o puto insiste, que fazes cá? Voluntariado. Ah mas näo há trabalho melhor em Portugal? Há mas viajar à pala é mais fixe.
Olhos arregalados, cigarro fumado, bora daí Pépéte...
No regresso à cabine, cometo uma loucura: descalço-me.
Passado 5 minutos diz Cecile: txii que cheiro a queijo!! E Fabrice: le foot fromage!
Nós a rir, os japoneses a anhar, chegámos a Chocen, saímos e ainda nos rimos mais quando os Japoneses, apressadíssimos, abriram a janela. Foda-se esperaram 1:40 min para o fazer?? Que ótarios... ihih
Havia um autocarro para Kostelecké horky, mas ninguém sabia onde era...
Oh foda-se queria ir pra casa... mas näo a pé.
Depois de um anhanço de 15 minutos, lá achámos o autocarro.
Foda-se cada post meu parece um discurso do Fidel...
Amanhä conto o resto, até porque só havia umas Alemäs ramelentas em casa...



Desculpem o excesso de vernáculo, excedi-me um pouco, passei o dia fodido da cabeça e demorei um dia inteiro para escrever isto...

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