...e não é porque estou gordo, já que não se passa nada em Praga, vai-se a Berlim.
O convite surgiu numa noite em que me encontrei com o meu grupo de dj's, nomeadamente o Honza, gay e produtor de musica electrónica, sendo que ambas as coisas são hobbies, e o Vladimir, dj de referência na comunidade gay, não produz nada mas queixa-se muito, e é, claro, também gay.
Antes que o pessoal do bloco de esquerda me venha atropelar em manada, e porque há pessoal assim, escrevi "claro" porque sendo dj de referência na dita comunidade, não podia deixa de ser gay, numa altura em que há festivais gay, livros gay, musica gay (caguei), filmes gay, viagens para gays e cães para gays, num fenómeno de discriminação que, ainda que positiva não me deixa de espantar. Para que conste, o Honza concorda comigo, ainda que para ele, esses festivais sejam para bichas, sendo que ele, com os gritinhos e risinhos, é, apenas e somente, um paneleiro.
Temos o nome de post-age, sendo post-age uma mistura de post-punk, com o facto de se tocarmos coisas intemporais, sejam elas dos 70's ou dos... 00's.
Espero que ninguém esteja a imaginar uma cena tipo power rangers, collants e o caralho, porque isso mostraria uma intolerância da vossa parte.... pfff.
Conheci o Vladimir numa noite em que fui ao Blind Eye, um bar já defunto, onde se passavam umas coisas giras. Lá estava eu, com uma amiga alemã, que apesar de aborrecida é boa que até doi, e já perto do final da noite, estando eu aborrecido, sou interpelado por um gajo que parecia ser o vocalista duma banda dos 80's, camisa feia incluída e tudo. Pergunta-me o gajo: "não és dono de um clube?" eu, depois de rir digo-lhe "eu?! foda-se!" e o gajo olha pra mim confuso, eu depois comecei a falar em Inglês. O problema, por assim dizer, é que desde que comecei a tocar aqui e ali com o KinoCirkus, aka Nicola, aparentemente a malta, erradamente, pensa que eu possuo algo, seja um sítio, ou mesmo talento. O Vladimir é o primeiro e caso. E vai daí, o segundo. Depois de me explicar, disse-lhe que me doía a cabeça, que estava cheio de o ouvir, e que falávamos pelo facebook amanhã, era mais fácil. Falta dizer que o Vladimir era, às quintas, dj do blind eye. E assim foi, falámos, e prometi-lhe que, assim que arranjasse algo pra malta, que o convidava, desde que ele me prometesse não tocar a "tainted love" dos Soft Cell.
E um belo dia, arranjei um sítio pra malta. Recebi um convite para um concerto por trás de minha casa, e ao abrir a página na internet do dito cujo, fiquei a saber que era no âmbito de um festivalzito, e que nesse festivalzito estavam à procura de pessoal pra fazer o que quer que fosse. Mandei um mail, mesmo à amador, dizendo que sou um zé ninguém da treta, mas se quiserem posso pôr som, se tiverem um sítio para tal. Recebo a resposta que sim, têm um filha da puta dum armazém para algumas 300 pessoas, mas não sabem que fazer com isso na quinta-feira, mas o que quer que se passe, teria de se arranjar um "soundsystem". Mandei-me logo de cabeça, disse ao gajo que "upa upa" a malta arranja algo, e pensei que o Vladimir, sendo um gajo "conhecido", arranjava o sistema em três tempos. Bem me fodi, porque embora seja "reconhecido", tem tantos contactos como eu, ou menos. A solução, disse ele, era ir falar com um amigo dele, um tal de Honza, que ia tocar em breve num bar, e falávamos com ele, sendo ele um artista, decerto que algo se arranjava. Foi a foda numero dois, porque o Honza, embora 5 estrelas com bom gosto musical, não arranjava um sistema nem à paulada. Lá alugamos um sistema, cravámos umas guitas ao organizador, e ainda metemos cada um dez aéreos, para tocar num armazém numa estação de comboios para cerca de 80 pessoas. Vai lá vai...
E Berlim fica para depois olha...
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Se Deus é um Dj....
... então que caralho sou eu?
Há uns tempos que me andava a queixar da merda de musica que se ouvia em Praga quando um gajo saía à noite. Não bastava a escassez de pessoal com quem sair, ainda tinha que mamar com três horas de musica cuja qualidade nem dúbia é. Ah e tal é subjectivo. É, mas quem escreve sou eu.
Decidi então tornar-me um DJ (dê jota), não no sentido de girar pratos, mas apenas no sentido original da coisa, um media de musica, alguém que fornece musica e quiçá entretenimento. Eu ponho a musica em primeiro, acredito que se musica for boa, o entretenimento surge naturalmente. Claro que se beberes o suficiente para andares aos saltos com o novo remix do Quim Barreiros, então todos os esforços serão em vão, mas se fores sair à noite com a esperança de ouvires boa musica, talvez um pé de dança e um paleiozito, então esse remix tornar-se-à tão bem vindo como um peido num fato de astronauta. E é esse vazio que tento preencher em Praga, porque a meu ver, esse vazio existe. Comecei por pôr no evento "cidade sem carros" cá do sitio, e foi giro, embora lá mais pro fim, quando eu estava bêbedo, não tenha sido boa idea os Les George Leningrad, o pessoal que não usa o eléctrico estranhou uma beca.
A aventura continuou, e depois de tocar umas vezes num bar para 3 ou 4 pessoas, incluindo os empregados, já toquei em três ou quatro sítios, numa delas num armazém a modos que abandonado, o que muito me satisfez. Há dois dias toquei num bar assim mais fashion, a modos que meio vazio, e no meio de uma musica de deep dark dubstep, porque estava a tocar um amigo Turco, uma gaja vem e pergunta: podes tocar britney spears? Sempre pensei que isto só aconteceria num pesadelo, mas não, a gaja estava ali. Eu ri-me, gozei, mandei três mortais encarpados à retaguarda, mas o Turco, com uma broa do caralho e na paz dele, vira-se e diz: jovem, tu vieste pedir uma omelete num restaurante chinês. Depois disto, ela pediu para cagar e saiu.
Há uns tempos que me andava a queixar da merda de musica que se ouvia em Praga quando um gajo saía à noite. Não bastava a escassez de pessoal com quem sair, ainda tinha que mamar com três horas de musica cuja qualidade nem dúbia é. Ah e tal é subjectivo. É, mas quem escreve sou eu.
Decidi então tornar-me um DJ (dê jota), não no sentido de girar pratos, mas apenas no sentido original da coisa, um media de musica, alguém que fornece musica e quiçá entretenimento. Eu ponho a musica em primeiro, acredito que se musica for boa, o entretenimento surge naturalmente. Claro que se beberes o suficiente para andares aos saltos com o novo remix do Quim Barreiros, então todos os esforços serão em vão, mas se fores sair à noite com a esperança de ouvires boa musica, talvez um pé de dança e um paleiozito, então esse remix tornar-se-à tão bem vindo como um peido num fato de astronauta. E é esse vazio que tento preencher em Praga, porque a meu ver, esse vazio existe. Comecei por pôr no evento "cidade sem carros" cá do sitio, e foi giro, embora lá mais pro fim, quando eu estava bêbedo, não tenha sido boa idea os Les George Leningrad, o pessoal que não usa o eléctrico estranhou uma beca.
A aventura continuou, e depois de tocar umas vezes num bar para 3 ou 4 pessoas, incluindo os empregados, já toquei em três ou quatro sítios, numa delas num armazém a modos que abandonado, o que muito me satisfez. Há dois dias toquei num bar assim mais fashion, a modos que meio vazio, e no meio de uma musica de deep dark dubstep, porque estava a tocar um amigo Turco, uma gaja vem e pergunta: podes tocar britney spears? Sempre pensei que isto só aconteceria num pesadelo, mas não, a gaja estava ali. Eu ri-me, gozei, mandei três mortais encarpados à retaguarda, mas o Turco, com uma broa do caralho e na paz dele, vira-se e diz: jovem, tu vieste pedir uma omelete num restaurante chinês. Depois disto, ela pediu para cagar e saiu.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Dia das Bruxas
Tia..? Brr...
Um gajo, depois de voltar seja de onde for, precisa de um evento local para se sentir de volta. Caso contrário, nunca chegas. Ou por outra, chegas e não chegas, porque sendo as duas realidades possíveis, então têm de ser ambas reais. Certo? Talvez. O importante é que o dia das bruxas estava à porta, e depois de uns dias a recuperar dos ares da Ucrânia (a Iza jura que me viu brilhar no escuro), onde deixei de fumar e de beber (não Lee e Pires, de foder não deixei), e porque a Iza queria (sou um conas às vezes) lá "celebrámos" o Halloweenamos.
Nunca me tinha mascarado para o Halloween, mas ao fazê-lo, apercebi-me que não passa de um Carnaval em Outubro, sendo a única diferença é a tendência para cenas com sangue e bruxas, sendo que no carnaval, 70% da população masculina portuguesa mascara-se de gaja, 20% de Mantorras e os restantes 10% não se mascaram de todo, mas gostavam de o fazer.
Agora que tenho uma granda gadelha (a par com o bacamarte), foi só pôr uma espécie de bibe, lavar o cabelo (todos os domingos, não falha), e tá feito, JC goes to party.
Há um bar aqui em Praga que cheira mal, tem má cerveja, tem uma casa de banho e está toda rebentada, é frequentada por gays, bissexuais e pessoas que não falam Checo, e eu moro lá ao lado. Portanto, claro que fui lá "festejar" o Halloween. Dessa noite reza pouco. Chegámos, vimos pessoal conhecido (impossível não acontecer), e como é um sitio especialmente para "expatrias", todos querem ser o teu novo amigo. Vais ao balcão buscar uma cerveja e uma gaja pergunta "quem és tu?", ao que eu respondo "és cega, caralho?". Depois, enquanto espero pela cerveja, tocam-me nas costas, e é uma loira que me diz que pareço um gajo dum filme qualquer. Pergunto-me se não será um filme com Jesus, mas estou demasiado aborrecido para responder e digo apenas: tabém. Mais à frente uma gaja puxa-me e diz para um amigo: este é o Pedro, o tal que trabalha com voluntariado, e faz montes de coisas diferentes. Sorrio, penso "foda-se mal falo com esta gaja, e ela pensa que eu faço bué coisas, deixa-me bazar antes que se saiba a verdade", e saio de fininho, dizendo que tenho de ir cagar (resulta sempre, ninguém responde ou pede detalhes).
A noite podia ser porreira mas nenhum do pessoal paneleiro que disse que vinha não veio, e assim sendo só apanhei o gajo dos Toto e a eterna frígida. Ambos não estavam mascarados.
Então passou-se que, depois de beber duas cervejas com gostinho a manteiga (deve ser dos canos), e um pé de dança, fui para casa beber cerveja a sério e ver um filme.
Noite do buff...
Um gajo, depois de voltar seja de onde for, precisa de um evento local para se sentir de volta. Caso contrário, nunca chegas. Ou por outra, chegas e não chegas, porque sendo as duas realidades possíveis, então têm de ser ambas reais. Certo? Talvez. O importante é que o dia das bruxas estava à porta, e depois de uns dias a recuperar dos ares da Ucrânia (a Iza jura que me viu brilhar no escuro), onde deixei de fumar e de beber (não Lee e Pires, de foder não deixei), e porque a Iza queria (sou um conas às vezes) lá "celebrámos" o Halloweenamos.
Nunca me tinha mascarado para o Halloween, mas ao fazê-lo, apercebi-me que não passa de um Carnaval em Outubro, sendo a única diferença é a tendência para cenas com sangue e bruxas, sendo que no carnaval, 70% da população masculina portuguesa mascara-se de gaja, 20% de Mantorras e os restantes 10% não se mascaram de todo, mas gostavam de o fazer.
Agora que tenho uma granda gadelha (a par com o bacamarte), foi só pôr uma espécie de bibe, lavar o cabelo (todos os domingos, não falha), e tá feito, JC goes to party.
Há um bar aqui em Praga que cheira mal, tem má cerveja, tem uma casa de banho e está toda rebentada, é frequentada por gays, bissexuais e pessoas que não falam Checo, e eu moro lá ao lado. Portanto, claro que fui lá "festejar" o Halloween. Dessa noite reza pouco. Chegámos, vimos pessoal conhecido (impossível não acontecer), e como é um sitio especialmente para "expatrias", todos querem ser o teu novo amigo. Vais ao balcão buscar uma cerveja e uma gaja pergunta "quem és tu?", ao que eu respondo "és cega, caralho?". Depois, enquanto espero pela cerveja, tocam-me nas costas, e é uma loira que me diz que pareço um gajo dum filme qualquer. Pergunto-me se não será um filme com Jesus, mas estou demasiado aborrecido para responder e digo apenas: tabém. Mais à frente uma gaja puxa-me e diz para um amigo: este é o Pedro, o tal que trabalha com voluntariado, e faz montes de coisas diferentes. Sorrio, penso "foda-se mal falo com esta gaja, e ela pensa que eu faço bué coisas, deixa-me bazar antes que se saiba a verdade", e saio de fininho, dizendo que tenho de ir cagar (resulta sempre, ninguém responde ou pede detalhes).
A noite podia ser porreira mas nenhum do pessoal paneleiro que disse que vinha não veio, e assim sendo só apanhei o gajo dos Toto e a eterna frígida. Ambos não estavam mascarados.
Então passou-se que, depois de beber duas cervejas com gostinho a manteiga (deve ser dos canos), e um pé de dança, fui para casa beber cerveja a sério e ver um filme.
Noite do buff...
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Chega de Praga
É a loucura instalada, em revista a postas antigas, reparei que tinha um rascunho (draft) em vez de uma posta, ou seja, esta posta nunca foi publicada. O que é, convenhamos, uma granda cena.
19 Dezembro de 2006, nostalgia...!
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Lá fora está um grau negativo... se chovesse agora, nevava. Nunca desejei tanto que chovesse...
Deixemos-nos de mariquices, o meu ultimo dia em Praga foi algo diferente dos restantes.
Acordei por volta das 11h e tinha um recado, a prevenir-me que havia uma espécie de encontro de natal com pessoas da Organizaçäo, pelas 19h no pub "U Bubenícků" (pelo que depreendi era uma espécie de tambor pequeno. Pub "O Tamborzinho"? Näo me parece...). O recado prevenia-me também para ter cuidado que estas pessoas eram completamente diferentes das de ontem... Não me pareceu que fosse algo mau, au contraire.
Era dia de compras, tinha de ser hoje que ia à Bat'a (sim,com apóstrofe), que aqui é um edifício com 5 andares, com fotos de modelos por todo o lado (havia um particularmente engraçado, um homem, tipo Mourinho chunga, com vário calçado foleiro em várias posições, uma delas a da famosa Garça Real). Precisava de umas botas quentes, que dessem para a neve.
Decidi que ia almoçar fora, não ia a nenhum restaurante de comida de paneleiros, estilo "Chez Franciú" ou "Hotel Lawrence's", mas ia a uma casa... catita.
Perto da Bat'a havia um restaurante todo janota, com uma empregada de mesa... daquelas. Tinha assim os seus 35 mas a cara dela fazia-me repetir mentalmente a palavra "felatio" algumas vezes. Só pela curiosidade, acontece que até era comida de paneleiros (irónico? Näo, irónico é estares à frente de um computador, ligado à Net e estares a rapar um frio que nem te deixa pensar). O que não tem nada a ver com o comer mal. Comes é pouco... Bife de Peru com especiarias, colorau, pimentos e uma folha de alface para decoração com um tomate-cereja e umas folhas de salsa frisada. Mais paneleiro que isto só se viesse com molho cor-de-rosa e um gajo de tutu a servi-lo. O que interessa é que aqui comes isto por 10 aéreos(praí 270Kč). Pois, cá, com 25 euros, sou um excêntrico.
Depois de comer, fui direito à Bata (merda pró apostrofe), pois tinha de ir a casa deixar as botas, para ir ao tal encontro. Era só uma questão de gestão de tempo pois o eléctrico é de borla (sim, grátis...), parece que os revisores daqui são como os do metro na tuga à um tempo atrás...
A ida à loja teve o seu quê, porque a tutora tinha dito "é na boa lá falam Inglês", o que não era verdade. Não tive dificuldades em chegar até ao departamento masculino, porque devido ao forte sentido "patriótico" dos Checos, tratei de aprender a distinguir Masculino de Feminino na língua deles. Já tinha as botas debaixo de olho, já lá tinha passado para as escolher mas ainda assim precisava de pedir um 42. 1° foi um ver-se-te-avias porque a senhora, embora amigável, de inglês nerum nestum, nickles bitoque. Através da mímica, até me dei ao luxo de experimentar um segundo par de botas, não há dúvida que é com o corpo que falamos melhor.
Venho de uma pausa de mix Birls, e por isso, todo contente.
Cheguei ao "Tamborzinho" mesmo a bater as 19, entrei, mas assim que entrei apercebi-me de um problema: näo sabia de quem estava à procura. A tutora estava a trabalhar, e eu estava na merda. Entrei e perguntei se tinham alguma reserva em nome da Organizaçäo. Nada. Pedi uma cerveja e sentei-me. Teria sido muito melhor ideia ter ido fazer Birls... Pois fiquei ali meia hora, a olhar para o ar, a ler algo que não fazia ideia do que era. Passado esse tempo entrou uma Eslovaca (Denisa) que eu conhecera de passagem no 1° dia que tinha ido aos escritórios deles. Acenei-lhe e reparei que ela vinha armada: era, no mínimo, copa C.
Acenei-lhe ela diz-me: ah, tás no sítio errado... (oh com um caralho ou dois...)
Ah sim...? Pois parece que afinal eu estava no restaurante (estes gajos vêm ao "restaurace" para beber cerveja? Näo estava ninguém a comer...) e o pub era por outra entrada lateral, na rua adjacente (que palavrão).
Já lá estavam todos, em amena cavaqueira mas surpreendentemente, metade deles sabiam quem eu era (os de ontem também, mas isso é outra história). Pensei para comigo: isto é pessoal do Programa Juventude, vai ser porreiro, visto que eles têm noção do que eu estou a passar neste momento.
Durante grande parte do jantar foi agradável, houve outra Eslovaca (Lenka) que se chegou à frente e queria saber coisas sobre animação sócio-cultural, porque na Eslováquia não havia disso.
Acerca deste parágrafo, lembrei-me que eu e as Eslovacas temos uma espécie de elo invisível, do qual, se tudo correr bem, vos falarei mais tarde.
A Lenka tinha de ir não sei onde e então veio um tal de Mirek falar comigo, porque éramos os únicos elementos do sexo masculino naquele jantar. Surpreendeu-me porque ia jurar que estavam mais dois homens connosco. Adiante. Receei pela inviolabilidade do meu recto, porque no meio de tanta gaja, ele quer falar comigo?
A conversa foi-se mantendo a um ritmo agradável, mas a dada altura, em mais uma prova do seu patriotismo, falou-se Checo o resto da noite... Ainda foram umas boas 2h em que as únicas coisas que guardo, foi um Birls à má fila e um bar de estudantes onde a cerveja era 13Kč (näo brinquem, meio litro de cerveja por nem 5O cěntimos...). De volta a casa, direito para cama sem direito a passar pela "casa da partida"...
Estou cá desde Sábado... Hoje tive umas ideias empreendedoras. Nunca me tinha visto nesta posição. Por falar em posições um dia partilharei a história da posição da Garça Real. É daquelas histórias do "ouvi dizer" com um pouco de "quem conta um conto..." (ou será "quem compra um conto...").
Já se faz tarde...
19 Dezembro de 2006, nostalgia...!
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Lá fora está um grau negativo... se chovesse agora, nevava. Nunca desejei tanto que chovesse...
Deixemos-nos de mariquices, o meu ultimo dia em Praga foi algo diferente dos restantes.
Acordei por volta das 11h e tinha um recado, a prevenir-me que havia uma espécie de encontro de natal com pessoas da Organizaçäo, pelas 19h no pub "U Bubenícků" (pelo que depreendi era uma espécie de tambor pequeno. Pub "O Tamborzinho"? Näo me parece...). O recado prevenia-me também para ter cuidado que estas pessoas eram completamente diferentes das de ontem... Não me pareceu que fosse algo mau, au contraire.
Era dia de compras, tinha de ser hoje que ia à Bat'a (sim,com apóstrofe), que aqui é um edifício com 5 andares, com fotos de modelos por todo o lado (havia um particularmente engraçado, um homem, tipo Mourinho chunga, com vário calçado foleiro em várias posições, uma delas a da famosa Garça Real). Precisava de umas botas quentes, que dessem para a neve.
Decidi que ia almoçar fora, não ia a nenhum restaurante de comida de paneleiros, estilo "Chez Franciú" ou "Hotel Lawrence's", mas ia a uma casa... catita.
Perto da Bat'a havia um restaurante todo janota, com uma empregada de mesa... daquelas. Tinha assim os seus 35 mas a cara dela fazia-me repetir mentalmente a palavra "felatio" algumas vezes. Só pela curiosidade, acontece que até era comida de paneleiros (irónico? Näo, irónico é estares à frente de um computador, ligado à Net e estares a rapar um frio que nem te deixa pensar). O que não tem nada a ver com o comer mal. Comes é pouco... Bife de Peru com especiarias, colorau, pimentos e uma folha de alface para decoração com um tomate-cereja e umas folhas de salsa frisada. Mais paneleiro que isto só se viesse com molho cor-de-rosa e um gajo de tutu a servi-lo. O que interessa é que aqui comes isto por 10 aéreos(praí 270Kč). Pois, cá, com 25 euros, sou um excêntrico.
Depois de comer, fui direito à Bata (merda pró apostrofe), pois tinha de ir a casa deixar as botas, para ir ao tal encontro. Era só uma questão de gestão de tempo pois o eléctrico é de borla (sim, grátis...), parece que os revisores daqui são como os do metro na tuga à um tempo atrás...
A ida à loja teve o seu quê, porque a tutora tinha dito "é na boa lá falam Inglês", o que não era verdade. Não tive dificuldades em chegar até ao departamento masculino, porque devido ao forte sentido "patriótico" dos Checos, tratei de aprender a distinguir Masculino de Feminino na língua deles. Já tinha as botas debaixo de olho, já lá tinha passado para as escolher mas ainda assim precisava de pedir um 42. 1° foi um ver-se-te-avias porque a senhora, embora amigável, de inglês nerum nestum, nickles bitoque. Através da mímica, até me dei ao luxo de experimentar um segundo par de botas, não há dúvida que é com o corpo que falamos melhor.
Venho de uma pausa de mix Birls, e por isso, todo contente.
Cheguei ao "Tamborzinho" mesmo a bater as 19, entrei, mas assim que entrei apercebi-me de um problema: näo sabia de quem estava à procura. A tutora estava a trabalhar, e eu estava na merda. Entrei e perguntei se tinham alguma reserva em nome da Organizaçäo. Nada. Pedi uma cerveja e sentei-me. Teria sido muito melhor ideia ter ido fazer Birls... Pois fiquei ali meia hora, a olhar para o ar, a ler algo que não fazia ideia do que era. Passado esse tempo entrou uma Eslovaca (Denisa) que eu conhecera de passagem no 1° dia que tinha ido aos escritórios deles. Acenei-lhe e reparei que ela vinha armada: era, no mínimo, copa C.
Acenei-lhe ela diz-me: ah, tás no sítio errado... (oh com um caralho ou dois...)
Ah sim...? Pois parece que afinal eu estava no restaurante (estes gajos vêm ao "restaurace" para beber cerveja? Näo estava ninguém a comer...) e o pub era por outra entrada lateral, na rua adjacente (que palavrão).
Já lá estavam todos, em amena cavaqueira mas surpreendentemente, metade deles sabiam quem eu era (os de ontem também, mas isso é outra história). Pensei para comigo: isto é pessoal do Programa Juventude, vai ser porreiro, visto que eles têm noção do que eu estou a passar neste momento.
Durante grande parte do jantar foi agradável, houve outra Eslovaca (Lenka) que se chegou à frente e queria saber coisas sobre animação sócio-cultural, porque na Eslováquia não havia disso.
Acerca deste parágrafo, lembrei-me que eu e as Eslovacas temos uma espécie de elo invisível, do qual, se tudo correr bem, vos falarei mais tarde.
A Lenka tinha de ir não sei onde e então veio um tal de Mirek falar comigo, porque éramos os únicos elementos do sexo masculino naquele jantar. Surpreendeu-me porque ia jurar que estavam mais dois homens connosco. Adiante. Receei pela inviolabilidade do meu recto, porque no meio de tanta gaja, ele quer falar comigo?
A conversa foi-se mantendo a um ritmo agradável, mas a dada altura, em mais uma prova do seu patriotismo, falou-se Checo o resto da noite... Ainda foram umas boas 2h em que as únicas coisas que guardo, foi um Birls à má fila e um bar de estudantes onde a cerveja era 13Kč (näo brinquem, meio litro de cerveja por nem 5O cěntimos...). De volta a casa, direito para cama sem direito a passar pela "casa da partida"...
Estou cá desde Sábado... Hoje tive umas ideias empreendedoras. Nunca me tinha visto nesta posição. Por falar em posições um dia partilharei a história da posição da Garça Real. É daquelas histórias do "ouvi dizer" com um pouco de "quem conta um conto..." (ou será "quem compra um conto...").
Já se faz tarde...
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Praga... que bela cidade
Bem, quanto a dissertações sobre as meninas, esqueçam, e se eu vos escrevo esqueçam, é porque por agora não vale a pena. Tendo começado isto tarde e a más horas, há que recuperar o tempo perdido, não vá um Birls daqueles do buf (um dia hei de saber o que isto quer dizer... e como se escreve) retraçar-me as recordações de meia semana atrás. (repararam como os c de cedilha dão outra magia ao texto?)
(abro aqui outros parêntesis, apenas para informar que com as jovens meninas vinham Doutros Tipos, Birls Doutros Tipos. hmmm...)
Portanto, de volta a Praga.
No dia seguinte, foi tudo muito parecido, passear por Praga, Birls e coiso (entendam por coiso o que bem entenderem mas não é nada pornográfico). Ao final da tarde, fiquei de me encontrar com a tutora na Biblioteca, que ficava depois da saída daquela ponte com os cromos barrocos, numa náměstí chamada Marianské. Ponho os nomes não para vos maçar, mas sim para vocês lerem o que eu leio aqui.
Cheguei à biblioteca meia hora mais cedo do que o combinado, por isso, depois de andar pela biblioteca com ar de quem sabe o que quer, fui ter com a bibliotecária de serviço, uma mulher com cara de "para sempre espantada", que por momentos me fez acreditar naquela história do sangue latino e me fez criar o filme "bibliotecárias fogosas", e perguntei-lhe, em Inglês, se tinha algum livro Português, ou algo traduzido para Português ou ainda, algo que eu, sendo Portuguěs, pudesse ler.
Apontou-me uma prateleira com, digamos, 9 livros. Escolhi o que me pareceu mais indicado para alguém que tinha dado nos Birls, um livro com desenhos... e uns textos sobre Lisboa a acompanhar, penso eu.
Li o livro com algum interesse durante meia hora e, calculando que a tutora devia estar a chegar, fui saltando páginas aleatoriamente até chegar ao fim. Levantei-me, fui para a saída e por lá fiquei, mais de 45 minutos, e a puta do caralho nunca mais vinha...
Tentem só visualizar alguém a agonizar no hall de uma biblioteca, rodeado por palavras que não conhece, mesmo se quisesse ir cagar teria de pedir ajuda, pois os Checos por serem "patrióticos" usam os termos "dámi" e "páni" para diferenciar as casas de banho por género. "Dámi", de facto é parecido com dama, e facilmente o relacionaríamos com a casa de banho das Senhoras, mas quereriam vocês arranjar confusão porque se meteram na casa de banho errada, num país onde só sabem comunicar abanando as ancas? Eu não.
Passado uns largos tempos, em que a minha diversão foi ver no dicionário as palavras que me rodeavam, ela chegou. Entregou os livros que tinha a entregar e fui informado de que hoje iríamos sair com os amigos dela. Por mim tudo bem, eu queria era farra, estava em Praga para isso mesmo...
Encontrámos-nos com os amigos dela, que incluía 2 rapazes e 2 raparigas. Soube que não havia ali "casalinhos" quando a melhor amiga dela, não me lembro do nome, se encosta a mim e diz-me isto(e lembrem-se que foi em Inglês): estou muito excitada hoje porque me zanguei com o meu namorado.
Mau. Assim é demasiado estranho, desculpem, mas para mim tem que haver um "olá, tás bom eu sou a Vulvanova e tu, quem és?"
Ah, e a outra näo me parece que fosse do tipo de gostar de homens...
Fomos a um bar onde se faziam Birls sem problemas, o que muito me agradou. A tutora pediu-me para lhe pedir um Grog. A 1° imagem que me veio foi a de alguém a vomitar, por isso fiquei-me por uma cerveja "jedno pivo" e lá fui eu sentar-me com os meus amigos Checos. Lá dentro foi divertido, porque o Artur (suspeito que cá não se escreve assim) parecia ter pouca resistěncia ao Birls e como falava muito pouco Inglês, fartei-me de rir com ele. O Birls vai para além das barreiras de comunicação... Ao sairmos do bar já foi diferente, consegui falar com eles todos.
Vou tentar ser quão claro quanto conciso qunato aos diálogos: a melhor amiga dela, depois da 1°cena arrepiante, disse-me que o namorado, malandro, fugiu e roubou-lhe a marijuana toda. Questionei-me se não faria o mesmo...
O tal Artur só me perguntou, naquele Inglěs macarrónico, se eu conhecia o étimo latino de "voluntário". Oh Artur, deixa só que te diga isto: estou a 3000 km de casa, sou novo num país onde sei que vou passar um ano, quero é... não sei, conhecer pessoas, divertir-me com elas, estar em sítios onde haja mais pessoas que eu possa conhecer, e tu num bar com umas pinturas amarelas da queimadice, perguntas-me se conheço o étimo latino de "voluntário"?? Vai mamá-lo oh Artur...
Falta falar do outro rapazito lá presente, cujo nome pode ser Smolarek se quiserem... Esse depois de me dizer que eu era uma espécie de lunático, perguntou-me também se eu era niilista ou pós-modernista. Na minha terra há os freaks e os betos oh Smolarek, se quiseres podes ir com o Artur... Estes gajos não podem fazer um Birls ficam logo com ideias do género: eehh é tudo feito com moléculas? Então somos todos moléculas? Então estamos todos interligados... uauuu.... O resto do tempo, e ainda foi bastante, foi levar com Checo a torto e a direito, restando-me olhar para os edifícios. Ainda tive a felicidade de me cruzar com uma das Americanas, com quem falei, o que deu azo ao mito que é a pergunta: Conheces? Pensava que isso era uma coisa muito nossa...
Depois de ficarmos uma hora em frente a um sítio, onde se pagava entrada, o que ninguém queria, a fazer um Birls de outros tipos, a tutora decidiu que estava na hora, sugerindo que eu ficasse com eles. Deves...
Fui com ela até casa, e estávamos para dormir quando... pois, aconteceu de novo. Só que, desta vez, com umas nuances, e oh que nuances.
Passou-se, na minha opinião. Talvez tenha sido a falta de comunicação que deu cabo dela, não sei. O que sei é que não se faz a um gajo o que ela fez a mim... Porque um gajo depois dorme mal. Porra.
Amanhã é dia de acordar cedo outra vez... Ordenhar as cabras e ver o que há para fazer. E há de certeza algo que fazer. Em breve contarei mais sobre onde me encontro mas quero deixar estes episódios de Praga registados.
Boas noites... e até amanhä.
ps: há certas pessoas de quem sinto muita falta...
ps2: viram o título? Que moca...
(abro aqui outros parêntesis, apenas para informar que com as jovens meninas vinham Doutros Tipos, Birls Doutros Tipos. hmmm...)
Portanto, de volta a Praga.
No dia seguinte, foi tudo muito parecido, passear por Praga, Birls e coiso (entendam por coiso o que bem entenderem mas não é nada pornográfico). Ao final da tarde, fiquei de me encontrar com a tutora na Biblioteca, que ficava depois da saída daquela ponte com os cromos barrocos, numa náměstí chamada Marianské. Ponho os nomes não para vos maçar, mas sim para vocês lerem o que eu leio aqui.
Cheguei à biblioteca meia hora mais cedo do que o combinado, por isso, depois de andar pela biblioteca com ar de quem sabe o que quer, fui ter com a bibliotecária de serviço, uma mulher com cara de "para sempre espantada", que por momentos me fez acreditar naquela história do sangue latino e me fez criar o filme "bibliotecárias fogosas", e perguntei-lhe, em Inglês, se tinha algum livro Português, ou algo traduzido para Português ou ainda, algo que eu, sendo Portuguěs, pudesse ler.
Apontou-me uma prateleira com, digamos, 9 livros. Escolhi o que me pareceu mais indicado para alguém que tinha dado nos Birls, um livro com desenhos... e uns textos sobre Lisboa a acompanhar, penso eu.
Li o livro com algum interesse durante meia hora e, calculando que a tutora devia estar a chegar, fui saltando páginas aleatoriamente até chegar ao fim. Levantei-me, fui para a saída e por lá fiquei, mais de 45 minutos, e a puta do caralho nunca mais vinha...
Tentem só visualizar alguém a agonizar no hall de uma biblioteca, rodeado por palavras que não conhece, mesmo se quisesse ir cagar teria de pedir ajuda, pois os Checos por serem "patrióticos" usam os termos "dámi" e "páni" para diferenciar as casas de banho por género. "Dámi", de facto é parecido com dama, e facilmente o relacionaríamos com a casa de banho das Senhoras, mas quereriam vocês arranjar confusão porque se meteram na casa de banho errada, num país onde só sabem comunicar abanando as ancas? Eu não.
Passado uns largos tempos, em que a minha diversão foi ver no dicionário as palavras que me rodeavam, ela chegou. Entregou os livros que tinha a entregar e fui informado de que hoje iríamos sair com os amigos dela. Por mim tudo bem, eu queria era farra, estava em Praga para isso mesmo...
Encontrámos-nos com os amigos dela, que incluía 2 rapazes e 2 raparigas. Soube que não havia ali "casalinhos" quando a melhor amiga dela, não me lembro do nome, se encosta a mim e diz-me isto(e lembrem-se que foi em Inglês): estou muito excitada hoje porque me zanguei com o meu namorado.
Mau. Assim é demasiado estranho, desculpem, mas para mim tem que haver um "olá, tás bom eu sou a Vulvanova e tu, quem és?"
Ah, e a outra näo me parece que fosse do tipo de gostar de homens...
Fomos a um bar onde se faziam Birls sem problemas, o que muito me agradou. A tutora pediu-me para lhe pedir um Grog. A 1° imagem que me veio foi a de alguém a vomitar, por isso fiquei-me por uma cerveja "jedno pivo" e lá fui eu sentar-me com os meus amigos Checos. Lá dentro foi divertido, porque o Artur (suspeito que cá não se escreve assim) parecia ter pouca resistěncia ao Birls e como falava muito pouco Inglês, fartei-me de rir com ele. O Birls vai para além das barreiras de comunicação... Ao sairmos do bar já foi diferente, consegui falar com eles todos.
Vou tentar ser quão claro quanto conciso qunato aos diálogos: a melhor amiga dela, depois da 1°cena arrepiante, disse-me que o namorado, malandro, fugiu e roubou-lhe a marijuana toda. Questionei-me se não faria o mesmo...
O tal Artur só me perguntou, naquele Inglěs macarrónico, se eu conhecia o étimo latino de "voluntário". Oh Artur, deixa só que te diga isto: estou a 3000 km de casa, sou novo num país onde sei que vou passar um ano, quero é... não sei, conhecer pessoas, divertir-me com elas, estar em sítios onde haja mais pessoas que eu possa conhecer, e tu num bar com umas pinturas amarelas da queimadice, perguntas-me se conheço o étimo latino de "voluntário"?? Vai mamá-lo oh Artur...
Falta falar do outro rapazito lá presente, cujo nome pode ser Smolarek se quiserem... Esse depois de me dizer que eu era uma espécie de lunático, perguntou-me também se eu era niilista ou pós-modernista. Na minha terra há os freaks e os betos oh Smolarek, se quiseres podes ir com o Artur... Estes gajos não podem fazer um Birls ficam logo com ideias do género: eehh é tudo feito com moléculas? Então somos todos moléculas? Então estamos todos interligados... uauuu.... O resto do tempo, e ainda foi bastante, foi levar com Checo a torto e a direito, restando-me olhar para os edifícios. Ainda tive a felicidade de me cruzar com uma das Americanas, com quem falei, o que deu azo ao mito que é a pergunta: Conheces? Pensava que isso era uma coisa muito nossa...
Depois de ficarmos uma hora em frente a um sítio, onde se pagava entrada, o que ninguém queria, a fazer um Birls de outros tipos, a tutora decidiu que estava na hora, sugerindo que eu ficasse com eles. Deves...
Fui com ela até casa, e estávamos para dormir quando... pois, aconteceu de novo. Só que, desta vez, com umas nuances, e oh que nuances.
Passou-se, na minha opinião. Talvez tenha sido a falta de comunicação que deu cabo dela, não sei. O que sei é que não se faz a um gajo o que ela fez a mim... Porque um gajo depois dorme mal. Porra.
Amanhã é dia de acordar cedo outra vez... Ordenhar as cabras e ver o que há para fazer. E há de certeza algo que fazer. Em breve contarei mais sobre onde me encontro mas quero deixar estes episódios de Praga registados.
Boas noites... e até amanhä.
ps: há certas pessoas de quem sinto muita falta...
ps2: viram o título? Que moca...
domingo, 17 de dezembro de 2006
Praga de novo
Voltemos a Praga.
A tutora tinha sempre planos para a noite, ainda que metade deles tenham sido flops, outros houve em que houve pofs. Houve uma noite em que ela tinha um encontro com pessoas que também queriam fazer o voluntariado, e eu acedi em acompanhá-la.
Chegados ao escritório, esperámos um pouco, e por culpa dos Birls ela não sabia muito bem como havia de fazer aquilo. Nisto, lá chegaram as pessoas: um único jovem que queria fazer voluntariado na Islândia. Lá falaram o que tinham a falar e ainda ficámos no escritório, eu no msn, ela no raio que a parta, umas 2h. Estava esfomeado quando saímos do escritório, as únicas coisas abertas eram "casas" de aparência dúbia. Tinha fome mas não tanta. Entretanto, o eléctrico para casa passou perto de nós e nem foi preciso falarmos, trocámos um rápido olhar e desatamos a correr para o eléctrico, decidindo automaticamente que umas torradas e umas cervejas dariam um verdadeiro jantar dos campeões.
Depois de comer umas torradas com queijo, abrir uma garrafa de vinho e beber umas cervejas, voltámos a comunicar na linguagem universal. Isto tornou-se estranho porque era de facto a única altura em que comunicávamos, porque de resto mal falávamos um com outro. Talvez porque tenhamos passado 6 meses a falar um com o outro e, de certo modo, expectantes pelo reencontro. Ou talvez não haja motivo nenhum em particular... Tenho 2 novidades: 1°- as meninas já chegaram e vamos ter de confraternizar, e 2°- já tenho ç... abençoada sejas, Kristin.
E agora... arrumar a cozinha e fazer a janta.
A tutora tinha sempre planos para a noite, ainda que metade deles tenham sido flops, outros houve em que houve pofs. Houve uma noite em que ela tinha um encontro com pessoas que também queriam fazer o voluntariado, e eu acedi em acompanhá-la.
Chegados ao escritório, esperámos um pouco, e por culpa dos Birls ela não sabia muito bem como havia de fazer aquilo. Nisto, lá chegaram as pessoas: um único jovem que queria fazer voluntariado na Islândia. Lá falaram o que tinham a falar e ainda ficámos no escritório, eu no msn, ela no raio que a parta, umas 2h. Estava esfomeado quando saímos do escritório, as únicas coisas abertas eram "casas" de aparência dúbia. Tinha fome mas não tanta. Entretanto, o eléctrico para casa passou perto de nós e nem foi preciso falarmos, trocámos um rápido olhar e desatamos a correr para o eléctrico, decidindo automaticamente que umas torradas e umas cervejas dariam um verdadeiro jantar dos campeões.
Depois de comer umas torradas com queijo, abrir uma garrafa de vinho e beber umas cervejas, voltámos a comunicar na linguagem universal. Isto tornou-se estranho porque era de facto a única altura em que comunicávamos, porque de resto mal falávamos um com outro. Talvez porque tenhamos passado 6 meses a falar um com o outro e, de certo modo, expectantes pelo reencontro. Ou talvez não haja motivo nenhum em particular... Tenho 2 novidades: 1°- as meninas já chegaram e vamos ter de confraternizar, e 2°- já tenho ç... abençoada sejas, Kristin.
E agora... arrumar a cozinha e fazer a janta.
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