A semana do Natal foi estranha, talvez por ter aquele humor depressivo tipico da epoca, talvez por tê-la passado de uma maneira invulgar, talvez por ter tido conversas com pessoas a um nivel que me deixa um pouco.. satisfeito e constrangido, acho.
No dia 23 estava bebado, no dia 24, houve uma festa em casa de umas ex-voluntárias Francesas, fui acordado de manhã por duas amigas que tinham chegado a Praga, quando tinham dito que chegavam dia 27, fui trabalhar no dia 24 e no dia 26 (e a puta da loucura...).
Fui a festa em casa das ex-voluntárias. Frango, vinho, Birls... a vida é bela.
Pela primeira vez fui o primeiro a sair de uma festa. Foi aborrecido, as pessoas estavam num humor estranho, passei grande parte do tempo sozinho com as tugas, na sala de estar, enquanto os restantes estavam ora na cozinha, ora no andar de cima.. e fui-me no ultimo metro por volta da meia-noite.
Dia seguinte, 25, recebi uma chamada do Stepan, um amigo meu Checo, muito boa pessoa, com um nivel de comunicação assinalável. Ligou-me para se encontrar comigo dizendo: levo uma garrafa de whisky (deverei escrever uisque??). Por mim tá bom.
Começámos em minha casa, e depois de levarmos as minhas amigas tugas a estação, mudámos para casa da Krystyna (ya ya estou casado...), e esvaziámos a garrafa. O espantoso foi o teor da conversa, ele resolveu partilhar comigo cenas que só partilha com a mãe e com o psicólogo.
Foi uma conversa sincera, alimentada a alcoól, em que fui redescobrindo algumas coisas. Um gajo que eu tinha (e tenho) em boa consideração, estava ali, a falar comigo sobre algo... próximo de uma "anomalia". Não tão próximo, senão tinha-o espancado com um bastão de baseball, mas algo nada normal.
E pronto estava bêbado...
No dia seguinte foi com o Pablo, umas cervejas, e pronto aí estava eu outra vez bêbado.
Depois de uns dias de calmaria, eis que veio a passagem de ano...
Começou em minha casa, a Filipa cozinhou um pitéu a maneira, eu fiz uma salada, e toda a gente comprou álcool. A Filipa trouxe da Tuga, Jeropiga, Amêndoa Amarga... e Favaios. Estava no céu. Por volta das 23 saímos, para irmos para Parukarka, um parque de onde se veria o fogo de artificio, e se completaria a bebedeira.
Estava tudo stressado com o facto de passarmos a meia noite no eléctrico, coisa que não se sucedeu., chegamos ao parque quase em cima da hora mas deu para festejar, ver muita gente que não via há um tempo, ex-voluntários e tudo.
Uma Francesa, Lili, diz-me, já meia narssa: Pedrro, yu nou, I like verry muche Porrtuguise.
E eu sorri e disse-lhe: eu também, mas gelado de pistachio rebenta com tudo. Não gosto de gajas fáceis. Já com um Birls no bucho, vejo a Ala, minha ex-coordenadora de projecto, actualmente minha voluntária (a vida da voltas...) e vou a correr para ela, abraço-a, levanto-a no ar... e caímos. Que figura triste, mas pronto sempre alegramos a malta.
Mais uns copos, tudo maluco, e voltamos a rotina: andar as voltinhas com um grupo de 432543 gajos.. Não suporto. Torna-se complicado...
A Marion e o Baeta vieram cá para a passagem de ano, e foram eles que me fizeram andar as voltinhas por uns tempos.
Entretanto, uma Alemã que me tinha perguntado por pernoita em minha casa começou a dizer "quero ir, estou cansada" e eu fui de "aguenta-te" a "toma a merda das chaves e mantém o telemóvel ligado". Sou um fixe.
A Krys foi para casa, e eu forcei um pouco a barra, querendo estender a noite ate ao infinito... e alem. Liguei a minha amiga Checa, Tereza.
Ela disse-me onde estava, e eu fui la ter. Ou não, visto que me perdi um pouco, o meu telemóvel morreu, e assim sendo nem para casa podia ir.
A lição maior que retirei deste fim de ano foi de que a Krys pode muito bem ser o que de melhor me aconteceu desde que cá estou, até porque foi graças a ela que conheci muita gente, que frequentei os sítios mais fixes com festas brutais, que tenho o meu quarto, e que tenho o meu segundo trabalho, mas quando toquei a sua campainha as 6 da manhã, ela me abriu a porta sem uma única pergunta, e ainda sem dizer nada, saltamos em cima um do outro, só tenho de crer que sim, que o gajo lá em cima toma conta de mim...
domingo, 6 de janeiro de 2008
Vida "Social"
Os dias agoras estão mais calmos, diria até demasiado. Talvez devido à escassez de guita ou preguiça a mais.
As semanas que antecederam o Natal, o Natal em si, e a passagem de ano, trouxeram novos horizontes, e uma confusão do caralho.
Comecemos pelas semanas antes... Vai servir também para eu próprio organizar a minha pobre cabecita.
Antes de ir para a Ucrânia (depois de ter estado com a Krystyna...) algo aconteceu. A Checa com quem fui dar uma volta e com quem passei a noite sem nada se ter passado (beija, não beija, mete, não mete) convidou-me para um café as 23. Ela saía a essa hora, eu tinha uma reunião relativa as finanças da viagem, de modos que a coisa até enquadrava.
Encontrámo-nos na Vaclavske Namesti (um dos sitios mais insuportáveis de Praga, mas um óptimo ponto de encontro. Insuportável porque está cheio de turistas, lixo, e outro tipo de merda, como cabarets, discotecas para adolescentes Ingleses e Italianos e negócios marados), e depois de decidirmos para onde ir, lá fomos. Já não era muito cedo (e em Praga os bares tendem a fechar um pouco cedo demais), apanhámos um bar aberto com cerveja muito boa (aos interessados, chama-se Svijany), e só tivemos tempo para uma, visto que o bar ia fechar. Desesperados por mais uma cerveja, andamos mais um pouco e vemos um bar aberto, com um casal lá dentro, o que dava a ideia de que o bar ia fechar... Ela espreitou, e o o gajo fez sinal. Boa onda. Entrámos e sentimo-nos um pouco estranhos, o bar vazio, um casal, o bar assim meio kitsch, e o barman veio-nos perguntar "ah não se querem juntar a nós no balcao? "Não, tass bem (algo como: Ne, vpohode)".
Passado duas cervejas, íamos para pagar e acabámos a beber que nem uns alarves, o barman fez para lá umas misturas de sumo de limão com havana, ou lá o que era (quero lá eu saber), e as coisas comecaram a ficar turvas...
Paleio, paleio, e o gajo falava de Pixies, de White Stripes, e bla bla, relações, e comeca a dizer-me cenas "ah e tal vais com a gaja e coiso" e ela passado uns copos, agarra na minha mão e leva-a ao pandeiro dela... Bem, estava tudo maluco, e saímos do bar por volta das 4 da matina, um pouco tortos.
No dia seguinte precisava de ir a Embaixada Portuguesa, para fazer o passaporte temporário (abro parêntesis para contar a história: há um sistema chamado PEP (que foleiro) Passaporte Electrónico Português) e eu fui lá para fazer o meu, e para me inscrever como estando na Checa. O sistema é muito moderno, uma máquina estilo Robocop, tira foto no momento, insere-se os dados, dizes as palavras mágicas, mandas uns pózinhos e puf! faz-se o passaporte. Mas houve um problema: o Robocop tirou umas 15 fotos e nenhuma tinha definicão suficientemente boa para o menino. Solucão: passe cá Quarta Feira de manhã que fazemos-lhe o Passaporte Temporário. Seja), e desabafei isso com ela: txii amanhã levanto-me cedo para fazer o passaporte na Embaixada... ela pergunta onde e, e eu digo-lhe "Dejvicka". E ela vai e diz, "ih eu moro lá perto podes dormir em minha casa, é na boa, a sério" hm... "há é um problema, só há uma cama e tal".
Parece surreal, mas o diálogo foi mesmo este. Adivinhando o que ai vinha, e eu estava "meio narsso", disse-lhe: por mim tudo bem, mas desde já te digo que se te mexes para aqui, deixo de ser responsável por algo que se possa passar. Assim o fizemos, fomos para casa (e que casa...), comemos algo e fomos para a cama. Caminha confortável, eu já a enroscar-me nos cobertores, íamos falando e tal, e ela comeca a enroscar-se em mim. Eu digo-lhe "olha estás do meu lado da cama" e ela ri-se, beijamo-nos, ela pára e diz-me "comigo vai ser difícil".
Aqui dediquei-me um pouco à filosofia de bolso: então a gaja convida-me para sair, paga-me os copos (sim, porque eu ando teso que nem um carapau), dirige a minha mão para o seu adufe, leva-me para casa, salta-me em cima, e diz-me que não será facil??? Foda-se é mais difícil comprar pão quente na Pastelaria Arizona!
Adiante, lá comecámos naquilo, e a meio ela empurra-me e diz-me "já te disse que será difícil"... ri-me e recomecei. Tudo ia bem quando ela para e comeca a chorar... mesmo o que eu precisava... Quando já me preparava para mais uma à mão ela disse "não estou habituada a isto, é a segunda vez que te vejo..."a minha resposta foi "bem, tens de te habituar..." ela riu-se e recomeçámos. Só malucos...
O meu sentido de humor por vezes tem coisas que até a mim me surpreende, a dada altura que estamos... bem, não queria usar nenhum termo feio, mas fazer amor parece-me francamente... merdoso (acho que já disse tudo), ela parece aborrecida. Eu paro, afasto as pernas dela para lhe ver a cara, e pergunto: estas aborrecida? Se quiseres podes ir beber um café. Um dia fodo-me...
Claro que isto me propõe várias perguntas: que faco eu, que faz esta gaja, com uma relação de sete anos em que o gajo está em Londres, e ela contente com isso, mas tão acomodada que se recusa a largá-lo... e eu que salto de gaja em gaja sem me apaixonar verdadeiramente, deixando-as muitas vezes surpreendidas quando digo "acho que devíamos ficar amigos" (uma frase tirada de uns quantos filmes, mas que mais pode um gao dizer?? Olha vi outra gaja, e tenho duvidas, e o pito aos saltos, entretanto se lhe saltar em cima não te surpreendas.)
Claro que podem dizer "eh pah oh Pedro que javardao e essas merdas todas, mas vendo as coisas a frio; tenho 25 anitos, solteiro, Português, sozinho em Praga, rodeado de loiras e outras, de olhos estonteantes... que raio vou eu fazer?? Casar-me? Foda-se...
se bem que mais uma vez me encontro em casa da Krystyna, cabrão do Pablo (um Espanhol impecável que conheci) passa a vida a foder-me a cabeça "o Pedro tem uma namorada, o Pedro tem uma namorada" o que para ele e fantástico, porque assim pode-se mandar para cima de tudo o que é gaja que eu conheco, que nem sâo assim tão poucas quanto isso.
E nisto tudo... estou algo contente com a Krystyna, ela é muito porreira, independente, não é peganhenta... mas ontem chegou a casa, lavou os dentes, contou-me como foi a noite, e foi-se deitar. Nem um miminho, nada. Eu estava a ler, e estava um pouco de mau humor, mas quando ela se deitou, veio-me a memória aqueles casais que estao juntos há 20 anos e já fartos um do outro. Ela deitada a falar, ele a ler... aiai. Tem a sua piada...
As semanas que antecederam o Natal, o Natal em si, e a passagem de ano, trouxeram novos horizontes, e uma confusão do caralho.
Comecemos pelas semanas antes... Vai servir também para eu próprio organizar a minha pobre cabecita.
Antes de ir para a Ucrânia (depois de ter estado com a Krystyna...) algo aconteceu. A Checa com quem fui dar uma volta e com quem passei a noite sem nada se ter passado (beija, não beija, mete, não mete) convidou-me para um café as 23. Ela saía a essa hora, eu tinha uma reunião relativa as finanças da viagem, de modos que a coisa até enquadrava.
Encontrámo-nos na Vaclavske Namesti (um dos sitios mais insuportáveis de Praga, mas um óptimo ponto de encontro. Insuportável porque está cheio de turistas, lixo, e outro tipo de merda, como cabarets, discotecas para adolescentes Ingleses e Italianos e negócios marados), e depois de decidirmos para onde ir, lá fomos. Já não era muito cedo (e em Praga os bares tendem a fechar um pouco cedo demais), apanhámos um bar aberto com cerveja muito boa (aos interessados, chama-se Svijany), e só tivemos tempo para uma, visto que o bar ia fechar. Desesperados por mais uma cerveja, andamos mais um pouco e vemos um bar aberto, com um casal lá dentro, o que dava a ideia de que o bar ia fechar... Ela espreitou, e o o gajo fez sinal. Boa onda. Entrámos e sentimo-nos um pouco estranhos, o bar vazio, um casal, o bar assim meio kitsch, e o barman veio-nos perguntar "ah não se querem juntar a nós no balcao? "Não, tass bem (algo como: Ne, vpohode)".
Passado duas cervejas, íamos para pagar e acabámos a beber que nem uns alarves, o barman fez para lá umas misturas de sumo de limão com havana, ou lá o que era (quero lá eu saber), e as coisas comecaram a ficar turvas...
Paleio, paleio, e o gajo falava de Pixies, de White Stripes, e bla bla, relações, e comeca a dizer-me cenas "ah e tal vais com a gaja e coiso" e ela passado uns copos, agarra na minha mão e leva-a ao pandeiro dela... Bem, estava tudo maluco, e saímos do bar por volta das 4 da matina, um pouco tortos.
No dia seguinte precisava de ir a Embaixada Portuguesa, para fazer o passaporte temporário (abro parêntesis para contar a história: há um sistema chamado PEP (que foleiro) Passaporte Electrónico Português) e eu fui lá para fazer o meu, e para me inscrever como estando na Checa. O sistema é muito moderno, uma máquina estilo Robocop, tira foto no momento, insere-se os dados, dizes as palavras mágicas, mandas uns pózinhos e puf! faz-se o passaporte. Mas houve um problema: o Robocop tirou umas 15 fotos e nenhuma tinha definicão suficientemente boa para o menino. Solucão: passe cá Quarta Feira de manhã que fazemos-lhe o Passaporte Temporário. Seja), e desabafei isso com ela: txii amanhã levanto-me cedo para fazer o passaporte na Embaixada... ela pergunta onde e, e eu digo-lhe "Dejvicka". E ela vai e diz, "ih eu moro lá perto podes dormir em minha casa, é na boa, a sério" hm... "há é um problema, só há uma cama e tal".
Parece surreal, mas o diálogo foi mesmo este. Adivinhando o que ai vinha, e eu estava "meio narsso", disse-lhe: por mim tudo bem, mas desde já te digo que se te mexes para aqui, deixo de ser responsável por algo que se possa passar. Assim o fizemos, fomos para casa (e que casa...), comemos algo e fomos para a cama. Caminha confortável, eu já a enroscar-me nos cobertores, íamos falando e tal, e ela comeca a enroscar-se em mim. Eu digo-lhe "olha estás do meu lado da cama" e ela ri-se, beijamo-nos, ela pára e diz-me "comigo vai ser difícil".
Aqui dediquei-me um pouco à filosofia de bolso: então a gaja convida-me para sair, paga-me os copos (sim, porque eu ando teso que nem um carapau), dirige a minha mão para o seu adufe, leva-me para casa, salta-me em cima, e diz-me que não será facil??? Foda-se é mais difícil comprar pão quente na Pastelaria Arizona!
Adiante, lá comecámos naquilo, e a meio ela empurra-me e diz-me "já te disse que será difícil"... ri-me e recomecei. Tudo ia bem quando ela para e comeca a chorar... mesmo o que eu precisava... Quando já me preparava para mais uma à mão ela disse "não estou habituada a isto, é a segunda vez que te vejo..."a minha resposta foi "bem, tens de te habituar..." ela riu-se e recomeçámos. Só malucos...
O meu sentido de humor por vezes tem coisas que até a mim me surpreende, a dada altura que estamos... bem, não queria usar nenhum termo feio, mas fazer amor parece-me francamente... merdoso (acho que já disse tudo), ela parece aborrecida. Eu paro, afasto as pernas dela para lhe ver a cara, e pergunto: estas aborrecida? Se quiseres podes ir beber um café. Um dia fodo-me...
Claro que isto me propõe várias perguntas: que faco eu, que faz esta gaja, com uma relação de sete anos em que o gajo está em Londres, e ela contente com isso, mas tão acomodada que se recusa a largá-lo... e eu que salto de gaja em gaja sem me apaixonar verdadeiramente, deixando-as muitas vezes surpreendidas quando digo "acho que devíamos ficar amigos" (uma frase tirada de uns quantos filmes, mas que mais pode um gao dizer?? Olha vi outra gaja, e tenho duvidas, e o pito aos saltos, entretanto se lhe saltar em cima não te surpreendas.)
Claro que podem dizer "eh pah oh Pedro que javardao e essas merdas todas, mas vendo as coisas a frio; tenho 25 anitos, solteiro, Português, sozinho em Praga, rodeado de loiras e outras, de olhos estonteantes... que raio vou eu fazer?? Casar-me? Foda-se...
se bem que mais uma vez me encontro em casa da Krystyna, cabrão do Pablo (um Espanhol impecável que conheci) passa a vida a foder-me a cabeça "o Pedro tem uma namorada, o Pedro tem uma namorada" o que para ele e fantástico, porque assim pode-se mandar para cima de tudo o que é gaja que eu conheco, que nem sâo assim tão poucas quanto isso.
E nisto tudo... estou algo contente com a Krystyna, ela é muito porreira, independente, não é peganhenta... mas ontem chegou a casa, lavou os dentes, contou-me como foi a noite, e foi-se deitar. Nem um miminho, nada. Eu estava a ler, e estava um pouco de mau humor, mas quando ela se deitou, veio-me a memória aqueles casais que estao juntos há 20 anos e já fartos um do outro. Ela deitada a falar, ele a ler... aiai. Tem a sua piada...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Life, Zivot...
Tenho dois trabalhos, um na Duha como assistente administrativo "aka" tapa-buracos, e... voltei a cozinhar... Faaaaaaaaadoooooooooo... (Cala-te Dulce, foda-se...) num restaurante Espanhol, chamado La Bodega. Serio, não se riam.
Na cozinha sou eu e, ate agora 4 gajas diferentes: 3 estudantes, todas papáveis num canto perto do frigorífico, e uma Ucraniana, feia, velha e com bigode (a única que me dá segurança num emprego estável, portanto). No bar, até agora, 5 gajas e um gajo. As gajas são semelhantes as da cozinha, trocando apenas o frigorífico pela maquina do café.
Uma delas esteve a fazer Erasmus em Portugal, seis mesitos, diz foda-se e pouco mais, mas eu vou esticando a corda e ela já vai dizendo merda, e toca-me aqui e essas cenas.
Entrementes... Isto anda complicadote. A guita escasseia, lá me vou safando nem sei bem como, há três dias que as minha refeições são constituídas por couscous e feijões (como diz a minha sábia mãe, é melhor que merda) e... gajas.
Há-de sempre haver qualquer merda com gajas para me foder o juízo (sou uma vitima...).
Houve uma festa em casa de uma ex-voluntária. Nada de anormal, excepto que consegui convencer a Krystyna a vir comigo. Ela não se mistura muito com a malta voluntária...
Ultimamente temos estado próximos... assim de um modo como que.. estranho, embora nos conheçamos vai para um ano. Recentemente ela esteve doente, e eu, mesmo à bom samaritano, fui cozinhar para ela, ah tás doentinha espera que já te dou a injecção e tal.
Não estava a contar com a medicina tipicamente Polaca, álcool com fartura, rega-te bem e receberás a cura (que poeta... Oh Bocage, vai buscar).
Depois da cozinha, a rega, muito paleio, acabamos todos bezanos e falar de mãos dadas, aquele ambiente em que vai haver molho... e não houve nada, fomos dormir, numa posição estranha (demasiado próximos) mas eu estava tão narsso que acho que mesmo que ela quisesse... só se desse à bomba.
Voltando à festa... chegámos, esvaziámos umas garrafas (é complicado competir com uma Polaca e com um recém alcoólico)e passado um pouco, fomos fumar um cigarro l fora (meninos, fumar mata). Está frio, estamos abracadinhos.. e sem aviso prévio do que se ia passar, entrelaçámo-nos como se o mundo fosse acabar em menos de nada...
Nisto sai a Valerie e despegamo-nos como dois adolescentes... que fofos.
Passado uma hora estávamos em casa dela... E aí não foi preciso dar a bomba...
Depois disso voltei lá uma noite depois do trabalho, onde foi óbvio que vinha aterrar em casa dela. Chegmos a casa, ela abre a porta e diz "Eva??" E eu digo "foda-se não me digas??". Pois, estava lá uma amiga dela (boa), que a uma espécie de flatmate, aterra aqui quando calha... Calhou, borrou.
E diz a Eva: tenho uma garrafa de vodka, devíamos rebentar isto. Claro que a minha mente começou a trabalhar a cem à hora e já a ver tudo bêbado, elas duas nuas, manteiga de amendoim...
Bem, nem havia vodka, para começar... ficamos no paleio até as 4 da matina, e depois fomo-nos deitar (embora me perguntasse várias vezes "devo-me por nas putas, ou fico aqui e olha logo se vê?" Bem, de manha fui duplamente recompensado: acordamos, e ela diz-me do nada: sabes, com isto tudo, veio-me o período. Depois de agradecer a um ignoto deo, e antes do duche fui recompensado a segunda vez...
E comecei a escrever esta posta em casa dela, foi à Polonia pelo Natal, e eu fiquei a tomar conta do peixe dela, e sendo que ela tem um apartamento brutal e net... Até se passam lá uns dias calmos... que nem por isso o foram.
Na cozinha sou eu e, ate agora 4 gajas diferentes: 3 estudantes, todas papáveis num canto perto do frigorífico, e uma Ucraniana, feia, velha e com bigode (a única que me dá segurança num emprego estável, portanto). No bar, até agora, 5 gajas e um gajo. As gajas são semelhantes as da cozinha, trocando apenas o frigorífico pela maquina do café.
Uma delas esteve a fazer Erasmus em Portugal, seis mesitos, diz foda-se e pouco mais, mas eu vou esticando a corda e ela já vai dizendo merda, e toca-me aqui e essas cenas.
Entrementes... Isto anda complicadote. A guita escasseia, lá me vou safando nem sei bem como, há três dias que as minha refeições são constituídas por couscous e feijões (como diz a minha sábia mãe, é melhor que merda) e... gajas.
Há-de sempre haver qualquer merda com gajas para me foder o juízo (sou uma vitima...).
Houve uma festa em casa de uma ex-voluntária. Nada de anormal, excepto que consegui convencer a Krystyna a vir comigo. Ela não se mistura muito com a malta voluntária...
Ultimamente temos estado próximos... assim de um modo como que.. estranho, embora nos conheçamos vai para um ano. Recentemente ela esteve doente, e eu, mesmo à bom samaritano, fui cozinhar para ela, ah tás doentinha espera que já te dou a injecção e tal.
Não estava a contar com a medicina tipicamente Polaca, álcool com fartura, rega-te bem e receberás a cura (que poeta... Oh Bocage, vai buscar).
Depois da cozinha, a rega, muito paleio, acabamos todos bezanos e falar de mãos dadas, aquele ambiente em que vai haver molho... e não houve nada, fomos dormir, numa posição estranha (demasiado próximos) mas eu estava tão narsso que acho que mesmo que ela quisesse... só se desse à bomba.
Voltando à festa... chegámos, esvaziámos umas garrafas (é complicado competir com uma Polaca e com um recém alcoólico)e passado um pouco, fomos fumar um cigarro l fora (meninos, fumar mata). Está frio, estamos abracadinhos.. e sem aviso prévio do que se ia passar, entrelaçámo-nos como se o mundo fosse acabar em menos de nada...
Nisto sai a Valerie e despegamo-nos como dois adolescentes... que fofos.
Passado uma hora estávamos em casa dela... E aí não foi preciso dar a bomba...
Depois disso voltei lá uma noite depois do trabalho, onde foi óbvio que vinha aterrar em casa dela. Chegmos a casa, ela abre a porta e diz "Eva??" E eu digo "foda-se não me digas??". Pois, estava lá uma amiga dela (boa), que a uma espécie de flatmate, aterra aqui quando calha... Calhou, borrou.
E diz a Eva: tenho uma garrafa de vodka, devíamos rebentar isto. Claro que a minha mente começou a trabalhar a cem à hora e já a ver tudo bêbado, elas duas nuas, manteiga de amendoim...
Bem, nem havia vodka, para começar... ficamos no paleio até as 4 da matina, e depois fomo-nos deitar (embora me perguntasse várias vezes "devo-me por nas putas, ou fico aqui e olha logo se vê?" Bem, de manha fui duplamente recompensado: acordamos, e ela diz-me do nada: sabes, com isto tudo, veio-me o período. Depois de agradecer a um ignoto deo, e antes do duche fui recompensado a segunda vez...
E comecei a escrever esta posta em casa dela, foi à Polonia pelo Natal, e eu fiquei a tomar conta do peixe dela, e sendo que ela tem um apartamento brutal e net... Até se passam lá uns dias calmos... que nem por isso o foram.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Vida, vida....
Há tempos que ando para escrever... tanto para debitar, e tão pouco tempo para o fazer. Ou paciência.
Estive na Ucrânia! Nunca pensei que depois de levar com tanto Ucraniano ai na Tugolândia, me fosse encontrar na Ucrânia, mais concretamente em Lviv, e no sopé dos Cárpatos (se é que se pode chamar sopé quando aquela merda é uma cordilheira gigante...).
Estive numa "Visita de Viabilidade", uma espécie de reunião onde tentamos estabelecer um intercâmbio para o Verão.
Não começou muito bem, tinha o autocarro as 17 em Roztily (uma estação de metro), eram 16:55, estava eu em Kobylisi(outra estação, na outra ponta da cidade...) a perguntar onde era a estação de autocarros... A Polaca que trabalha comigo (que não me larga da pila...) à minha espera, até bufava, quando eu cheguei com 18 minutos de atraso e mesmo assim tinha o autocarro à minha espera, acho que a Polaca mostrou um ou dois mamilos ao condutor... Não falou comigo durante 7 horas (não foi assim tão mau), e a viagem era de 20h...
O aeroporto de Lviv... Pah só vendo não posso descrever a cena... mais ou menos do tamanho da estação de comboios de... Algueirão-Mem Martins. Irreal.
Lá fomos apanhando o pessoal a conta gotas, e essa parte correu bem.
Havia de tudo: um casal Moldavo que à noite tinha sempre a televisão aos berros (e adivinhem quem era o urso do quarto ao lado...), um par de Belgas (neerlandesas) arrogantes como as putas que as pariram(Melissa e Joke), um Catalão completamente alucinado(Damian), que veio com uma Húngara boa que até chateava(Zsuzsa), três Polacas, duas delas insuportáveis (Kasia, a que trabalha comigo, Misa e Ola), duas Ucranianas (Zory, que trabalhou comigo, sempre nervosa) e Alina, 17 anos, esteve nos EUA, com um humor fantástico, e Jovan, Macedónio, típico Sul-Europeu, o que é óptimo.
A cena la foi decorrendo, melhor ou pior, complicado foi aguentar as Belgas e as Polacas. As Belgas porque detinham todo o conhecimento(Joke ate fez SVE na Tuga...) e mais algum, as Polacas eram histéricas e Misa era chata nas horas.
A recordação mais forte que tenho da Ucrânia, são os copos de vodka seguidos de sumo de tomate, assim uma espécie de Bloody Mary as mijinhas.
Foi de manhã à noite, mas há uma coisa muito boa nisto, a vodka é de alta qualidade... não ficas bêbedo, tipo estúpido, ficas desinibido, e no dia a seguir... não há ressaca! Ai... que sonho.
Ficámos instalados num campo (de quê não sei) que era assim um conjunto de três casitas, com quartos e um restaurante. Tudo em madeira, estilo rústico (velho para caralho) e um frio insuportável.
No 3o dia, O padrasto e a mãe de Zory (que nos acompanharam o tempo todo, e apaixonaram-se por mim, ambos), chamaram-me à cozinha para, pela enésima vez, me oferecerem vodka. Desta vez com uma nuance: a senhora mais velha da cozinha, dirigiu-se a mim, e graças ao meu parco Checo, consegui perceber o essencial; o que ela disse foi: aqui tens as minhas filhas, a 1a, a 2a, e a 3a. Podes escolher uma, ela faz o passaporte e seguem para Portugal. Eu sorri, uma, sorri duas, e ao ver que não era assim tanto para rir, disse em Português "vou-me por no caralho" e em Checo:vou-me ausentar, e bazei. Parei em frente à porta de umas das casas, e estúpido que nem um calhau, olhei para a cozinha (que tinha um janelão) e la estavam as três a mirar-me... acrescente-se que eram as todas feeeeeeeeeeias que assustava. Se as visse de noite num beco escuro, dava-lhes tudo o que tinha antes de me perguntarem...
Lviv é interessante, e gostava de voltar na altura do projecto (Verão). Vi gajas de mini-saia com -5 graus... imagino o que (não) usam no Verão.... ihihihih
A ver se saco umas fotos...
No mercado de rua, o Damian comprou um casaco do antigo Ministério dos Académicos ou uma merda assim, e um chapéu mesmo a Yeltsin, farfalhudo e com o símbolo comunista.
3 a O! Ai.. Fez-me lembrar tardes e serões passados naquele aterro de vida chamado Casais de Mem Martins,a beber minis, a ver a bola e a falar de cenas que nem interessam ao menino Jesus.
A vinda para cá, depois de 3 horas na fronteira Ucraniana, e outras 3 na Polaca (um granda filho de uma grande sissima e alternadissima puta, que deve ter visto um episódio do CSI Cracóvia, decidiu varrer o autocarro de cima a baixo...), e 47000 horas de viagem cheguei a Praga, barbeei-me, tomei um duche, e fui direito pro escritório... e de seguida para a cozinha. Já explico.
Estive na Ucrânia! Nunca pensei que depois de levar com tanto Ucraniano ai na Tugolândia, me fosse encontrar na Ucrânia, mais concretamente em Lviv, e no sopé dos Cárpatos (se é que se pode chamar sopé quando aquela merda é uma cordilheira gigante...).
Estive numa "Visita de Viabilidade", uma espécie de reunião onde tentamos estabelecer um intercâmbio para o Verão.
Não começou muito bem, tinha o autocarro as 17 em Roztily (uma estação de metro), eram 16:55, estava eu em Kobylisi(outra estação, na outra ponta da cidade...) a perguntar onde era a estação de autocarros... A Polaca que trabalha comigo (que não me larga da pila...) à minha espera, até bufava, quando eu cheguei com 18 minutos de atraso e mesmo assim tinha o autocarro à minha espera, acho que a Polaca mostrou um ou dois mamilos ao condutor... Não falou comigo durante 7 horas (não foi assim tão mau), e a viagem era de 20h...
O aeroporto de Lviv... Pah só vendo não posso descrever a cena... mais ou menos do tamanho da estação de comboios de... Algueirão-Mem Martins. Irreal.
Lá fomos apanhando o pessoal a conta gotas, e essa parte correu bem.
Havia de tudo: um casal Moldavo que à noite tinha sempre a televisão aos berros (e adivinhem quem era o urso do quarto ao lado...), um par de Belgas (neerlandesas) arrogantes como as putas que as pariram(Melissa e Joke), um Catalão completamente alucinado(Damian), que veio com uma Húngara boa que até chateava(Zsuzsa), três Polacas, duas delas insuportáveis (Kasia, a que trabalha comigo, Misa e Ola), duas Ucranianas (Zory, que trabalhou comigo, sempre nervosa) e Alina, 17 anos, esteve nos EUA, com um humor fantástico, e Jovan, Macedónio, típico Sul-Europeu, o que é óptimo.
A cena la foi decorrendo, melhor ou pior, complicado foi aguentar as Belgas e as Polacas. As Belgas porque detinham todo o conhecimento(Joke ate fez SVE na Tuga...) e mais algum, as Polacas eram histéricas e Misa era chata nas horas.
A recordação mais forte que tenho da Ucrânia, são os copos de vodka seguidos de sumo de tomate, assim uma espécie de Bloody Mary as mijinhas.
Foi de manhã à noite, mas há uma coisa muito boa nisto, a vodka é de alta qualidade... não ficas bêbedo, tipo estúpido, ficas desinibido, e no dia a seguir... não há ressaca! Ai... que sonho.
Ficámos instalados num campo (de quê não sei) que era assim um conjunto de três casitas, com quartos e um restaurante. Tudo em madeira, estilo rústico (velho para caralho) e um frio insuportável.
No 3o dia, O padrasto e a mãe de Zory (que nos acompanharam o tempo todo, e apaixonaram-se por mim, ambos), chamaram-me à cozinha para, pela enésima vez, me oferecerem vodka. Desta vez com uma nuance: a senhora mais velha da cozinha, dirigiu-se a mim, e graças ao meu parco Checo, consegui perceber o essencial; o que ela disse foi: aqui tens as minhas filhas, a 1a, a 2a, e a 3a. Podes escolher uma, ela faz o passaporte e seguem para Portugal. Eu sorri, uma, sorri duas, e ao ver que não era assim tanto para rir, disse em Português "vou-me por no caralho" e em Checo:vou-me ausentar, e bazei. Parei em frente à porta de umas das casas, e estúpido que nem um calhau, olhei para a cozinha (que tinha um janelão) e la estavam as três a mirar-me... acrescente-se que eram as todas feeeeeeeeeeias que assustava. Se as visse de noite num beco escuro, dava-lhes tudo o que tinha antes de me perguntarem...
Lviv é interessante, e gostava de voltar na altura do projecto (Verão). Vi gajas de mini-saia com -5 graus... imagino o que (não) usam no Verão.... ihihihih
A ver se saco umas fotos...
No mercado de rua, o Damian comprou um casaco do antigo Ministério dos Académicos ou uma merda assim, e um chapéu mesmo a Yeltsin, farfalhudo e com o símbolo comunista.
Era vê


-lo na rua, calcas de treino, ténis, casaco a militar, e chapéu a russo bêbado. O verdadeiro cromo. Se eu andasse assim em Praga, partiam-me as pernas com um taco de basebol...
Aconteceu ainda algo maravilhoso e que me trouxe lágrimas aos olhos.. Estávamos nós a começar uma reunião de preparação, quando Zory, ao fazer zapping descobre nada mais nada menos que o Dínamo Kyev vs Sporting a começar! Claro que disse que sim a tudo o que se disse na reunião, mesmo quando o Jovan disse "e pagamos a dois pretos para rebentar o cu ao Pedro".


-lo na rua, calcas de treino, ténis, casaco a militar, e chapéu a russo bêbado. O verdadeiro cromo. Se eu andasse assim em Praga, partiam-me as pernas com um taco de basebol...3 a O! Ai.. Fez-me lembrar tardes e serões passados naquele aterro de vida chamado Casais de Mem Martins,a beber minis, a ver a bola e a falar de cenas que nem interessam ao menino Jesus.
A vinda para cá, depois de 3 horas na fronteira Ucraniana, e outras 3 na Polaca (um granda filho de uma grande sissima e alternadissima puta, que deve ter visto um episódio do CSI Cracóvia, decidiu varrer o autocarro de cima a baixo...), e 47000 horas de viagem cheguei a Praga, barbeei-me, tomei um duche, e fui direito pro escritório... e de seguida para a cozinha. Já explico.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Turbilhäo
Há quase um ano que estou neste país de gente doida (onde até me sinto bem colocado).
Nas passadas temporadas tem-se passado muito. Ou então sou eu que dramatizo...
Comecemos pela parte emocional: Depois de me ter aproximado (e apaixonado) por uma Francesa, e depois de ela me ter dito que gostava de mim e que estava confusa, e que sim senhora, gostava de mim, mandou-me um mail que, derivado de outros factores, me levou a ficar num estado um pouco depressivo. Como se muda isso? Bem, primeiro compra-se uns óculos novos com o seguro da AXA, os meus estavam velhos e riscados, e então trufas, vai buscar, toma lá uns óculos a filósofo, como diz a Filipa. Depois, fazes-te rodear de poucas pessoas, mas boas, e certificas-te que escolhes bem os dias e que te apetece mesmo fazer as cenas.
Para culminar, depois de um fim de semana em que te rebentas todo com vinho e Birls, vais a uma festa num cinema, em que, indo eles fechar para reconstrução, pedem ao pessoal que rebente com o stock de bebidas. Pá que não seja por isso....
Claro que se pagava, 500Kc, mas cá o Zé não. Ao chegar lá, quem estava a receber a guita era uma velha conhecida (vi-a uma vez e admiro-me que se lembre de mim, tal era o seu estado), que me fez sinal, a mim, à Krystyna, à sua amiga Polaca, e ao "namorado" Russo (granda mistela), dizendo:entrem entrem, é de borla... Chatice.
Chegámos, descobrimos o bar das bebidas apaneleiradas, e eu ponho-me a beber Tequila Sunrises com um gosto desmesurado. A Krystyna, que sendo Polaca, näo conhece muitas misturas, é mais na base das vodkas (puras, com sumo ou... leite), junta-se a mim. Passado 4 tequilas, eu vou ao grego, e ela começa a dançar no balcão, mais a amiga e uma ou duas gajas de lá. A loucura instala-se, e claro que para um gajo, quando a loucura se instala, só há uma coisa a fazer: tratar de fornicar quanto antes. Não falo de mim, mentes devassas, mas do pessoal que rodeava a Krystyna quando ela deixou de dançar, deve ter dado a ideia de que ia descer do balcão e saltar para cima do primeiro gajo que lhe aparecesse à frente e arrancar-lhe a roupa a dentada proferindo: possui-me, possui-me. Nada disso.
O que se passou foi que se ela chegou a mim, naquela do "finge lá um pouco que este gajo não me larga". E eu fingi, a cena é que o alcoól não ajuda e as as cenas foram-se tornando um pouco próximas demais... e conhecemo-nos vai para quase um ano.
Nada de grave se passou, chegou a hora e a malta com quem eu vim foi-se. Eu pensei cá para mim: foda-se esta merda vai fechar (e é um sítio onde passei algum tempo), isto está cheio de gajas, e há pitéu e bebida de borla. Casa? Naaaaaaaaa.
Nisto vem uma Checa (que eu tinha conhecido na mesma noite que conheci a 'porteira'), senta-se comigo, ah e coiso, fiquei tão contente de te ver chegar, e falei de ti às minhas amigas, e eu vi logo filme todo, estávamos aqui estávamos na casa de banho a dar cabo da sanita.
Mas ela acalmou-me a pássara, dizendo, ah tenho namorado, não quero que penses outras cenas.
Oh Foda-se... mas estava-se muito bem com ela, apresentou-me o pessoal que eu não conhecia, vinham todos falar comigo, muitos para falarem Checo comigo, estavam impressionados... ou bêbados.
Por volta das 4, o pessoal começa a bazar, e ela vem ter comigo, ah o povo está no ir e coiso........... e eu perguntei-lhe:queres ir dar uma volta? Ela: ya, o que levamos para beber? Fácil...
Lá damos a voltinha e fomos dar a uma rua que nenhum de nós conhecia, e sentámo-nos à porta de uma igreja. Frio como o caralho, sentados nas escadas de pedra... Há pessoal mesmo estúpido.
Paleio, mais paleio, e pimba ela salta-me em cima. Ah e o caralho, não posso, tenho namorado... Foda-se até parecia que estava a forca-la...
E passou o resto da noite nisto. Por vezes penso que sou demasiado porreiro, se não lhe deveria ter dito: oh pah, ou me agarras já aqui na gaita ou vai cada um para seu lado.
Hum, decisões...
Não o fiz e a noite acabou com o pequeno-almoço numa pastelaria, ao som de Cher, Prince, entre outros. Daí... direito para o escritório, no meu segundo dia de trabalho...
Nos entrementes, vi-a mais uma vez... e as coisas com a Krystyna tomaram um rumo estranho... mas nada mau.
Nas passadas temporadas tem-se passado muito. Ou então sou eu que dramatizo...
Comecemos pela parte emocional: Depois de me ter aproximado (e apaixonado) por uma Francesa, e depois de ela me ter dito que gostava de mim e que estava confusa, e que sim senhora, gostava de mim, mandou-me um mail que, derivado de outros factores, me levou a ficar num estado um pouco depressivo. Como se muda isso? Bem, primeiro compra-se uns óculos novos com o seguro da AXA, os meus estavam velhos e riscados, e então trufas, vai buscar, toma lá uns óculos a filósofo, como diz a Filipa. Depois, fazes-te rodear de poucas pessoas, mas boas, e certificas-te que escolhes bem os dias e que te apetece mesmo fazer as cenas.
Para culminar, depois de um fim de semana em que te rebentas todo com vinho e Birls, vais a uma festa num cinema, em que, indo eles fechar para reconstrução, pedem ao pessoal que rebente com o stock de bebidas. Pá que não seja por isso....
Claro que se pagava, 500Kc, mas cá o Zé não. Ao chegar lá, quem estava a receber a guita era uma velha conhecida (vi-a uma vez e admiro-me que se lembre de mim, tal era o seu estado), que me fez sinal, a mim, à Krystyna, à sua amiga Polaca, e ao "namorado" Russo (granda mistela), dizendo:entrem entrem, é de borla... Chatice.
Chegámos, descobrimos o bar das bebidas apaneleiradas, e eu ponho-me a beber Tequila Sunrises com um gosto desmesurado. A Krystyna, que sendo Polaca, näo conhece muitas misturas, é mais na base das vodkas (puras, com sumo ou... leite), junta-se a mim. Passado 4 tequilas, eu vou ao grego, e ela começa a dançar no balcão, mais a amiga e uma ou duas gajas de lá. A loucura instala-se, e claro que para um gajo, quando a loucura se instala, só há uma coisa a fazer: tratar de fornicar quanto antes. Não falo de mim, mentes devassas, mas do pessoal que rodeava a Krystyna quando ela deixou de dançar, deve ter dado a ideia de que ia descer do balcão e saltar para cima do primeiro gajo que lhe aparecesse à frente e arrancar-lhe a roupa a dentada proferindo: possui-me, possui-me. Nada disso.
O que se passou foi que se ela chegou a mim, naquela do "finge lá um pouco que este gajo não me larga". E eu fingi, a cena é que o alcoól não ajuda e as as cenas foram-se tornando um pouco próximas demais... e conhecemo-nos vai para quase um ano.
Nada de grave se passou, chegou a hora e a malta com quem eu vim foi-se. Eu pensei cá para mim: foda-se esta merda vai fechar (e é um sítio onde passei algum tempo), isto está cheio de gajas, e há pitéu e bebida de borla. Casa? Naaaaaaaaa.
Nisto vem uma Checa (que eu tinha conhecido na mesma noite que conheci a 'porteira'), senta-se comigo, ah e coiso, fiquei tão contente de te ver chegar, e falei de ti às minhas amigas, e eu vi logo filme todo, estávamos aqui estávamos na casa de banho a dar cabo da sanita.
Mas ela acalmou-me a pássara, dizendo, ah tenho namorado, não quero que penses outras cenas.
Oh Foda-se... mas estava-se muito bem com ela, apresentou-me o pessoal que eu não conhecia, vinham todos falar comigo, muitos para falarem Checo comigo, estavam impressionados... ou bêbados.
Por volta das 4, o pessoal começa a bazar, e ela vem ter comigo, ah o povo está no ir e coiso........... e eu perguntei-lhe:queres ir dar uma volta? Ela: ya, o que levamos para beber? Fácil...
Lá damos a voltinha e fomos dar a uma rua que nenhum de nós conhecia, e sentámo-nos à porta de uma igreja. Frio como o caralho, sentados nas escadas de pedra... Há pessoal mesmo estúpido.
Paleio, mais paleio, e pimba ela salta-me em cima. Ah e o caralho, não posso, tenho namorado... Foda-se até parecia que estava a forca-la...
E passou o resto da noite nisto. Por vezes penso que sou demasiado porreiro, se não lhe deveria ter dito: oh pah, ou me agarras já aqui na gaita ou vai cada um para seu lado.
Hum, decisões...
Não o fiz e a noite acabou com o pequeno-almoço numa pastelaria, ao som de Cher, Prince, entre outros. Daí... direito para o escritório, no meu segundo dia de trabalho...
Nos entrementes, vi-a mais uma vez... e as coisas com a Krystyna tomaram um rumo estranho... mas nada mau.
Subscrever:
Mensagens (Atom)