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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

NEVE

Pois é, está a nevar desde as 9h... Não é aquela neve que fecha escolas mas para mim... hmmmmmmmm, que bom, e é tão bonito... sinto-me täo abichanado... Ai ai.


Nunca tinha visto nevar ok?? Deixem-me...
Agora tenho de varrer a casa... Logo haverá mais cenas másculas e viris.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Colóquio sobre a madeira

Isto é que é a verdadeira vida na aldeia, de ir buscar madeira para o resto da noite e já estar escuro como breu (nunca percebi isto do "breu"). Aqui, por esta altura do ano, lancha-se já de noite, por volta das 16:30... E lá fora não há luz, se não tivesse uma lanterna toda catita no meu telemóvel (o ser humano é mesmo inventivo pá) , sinceramente não sei como havia de ir buscar a madeira.
Nota mental: Lembrar de ir buscar madeira antes de escurecer, ou então não fazer um Birls (embora prefira txitxo) antes de a ir buscar.
Saí de casa para ir buscar a madeira e estava alguém, que não um trolha, dentro da casa em frente. Sabendo eu que os trolhas já cá não estavam, vacilei.
(Em breve colocarei fotos de onde me encontro, mas por agora, deixem a vossa mente flutuar a esse respeito. Está escuro, o ar está carregado de humidade, lembrem-se que aqui ninguém fala Inglês, eu não falo Checo e torna-se uma aventura abordar alguém nestes preparos, podendo ser trespassado por uma enxada.)
Portanto, estava alguém dentro da casa em obras, tinha uma luz e tudo, e eu tinha de sair de casa, ir até ao celeiro, buscar madeira e voltar carregado com a dita cuja para casa, sem ser assassinado a 3000km de casa. Ao regressar, vi que era um homem algo anafado, calvo, e baixinho. Num filme de comédia, seria uma personagem irrelevante no enredo, mas que quando surgia provocava sempre risos na plateia. Num filme de terror, ele seria o serial killer que estropiou 14 vítimas e enterrou-as todas num sítio em obras em frente a uma casa onde só está um Português.
Chega de filmes, fui e vim e embora tivesse que ter lá voltado para ir buscar mais madeira, sobrevivi e não fui mutilado nem sodomizado. Mas fica o cagaço..

Trolhas

Bons dias, Concidadãos.
Depois de mais de 10h a dormir (sim porque isto de viver na Quinta cansa), desci para ir buscar mais madeira para o aquecimento central. O aquecimento central consiste numa máquina, ligada pela casa toda, alimentada a madeira (se não tinha ido buscar carvão). Tenho de reconhecer que é um sistema muito engenhoso pois o meu quarto, que é no andar de cima, estava quentinho quando me fui deitar. Além disso, é seguro, o que é óptimo pois tenho uma propensão muito querida para os desastres. Venho logo a seguir a terramotos, vulcões e inundações na lista.
Depois de lavar as favolas, fui então buscar a madeira.
Acontece que estão a arranjar uma casa mesmo em frente a esta onde vivo, e quando digo mesmo em frente, jovens, é mesmo em frente (não mais que seis passos de um gajo de 1,70m). Portanto, saio de casa, reparo nas caixas de ferramentas todas em frente da porta, e nos 4 trolhas Checos a trabucarem. Pego na minha caixinha da madeira e lá vou eu. Adiante estava um dos trolhas, com aquele ar... trolha, e eu passei por ele, sorri como se pode sorrir para um trolha e lancei um tremido "Ahoj" (obviamente, olá). O gajo nem pestanejou, aquele grande filho de uma grande síssima rameira (o superlativo foi só para não estar a escrever puta) nem sequer teve o tacto de anuir ou algo assim. Enfim, se continuarmos assim eles podem não acabar de construir a casa...
O chato disto é que näo há meninas a passar por aqui, ou seja, perde-se uma oportunidade de ouro de ouvir piropos ao estilo trolha (são pérolas senhor, são pérolas) em Checo. Tenho de ir comer algo, voltarei em breve para partilhar mais umas coisitas de Praga, ontem já estava todo cego...