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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Yahuu, um post!

Miséria, näo escrevo vai para três quinze dias e näo se pode culpar aqui o Je.
Bem, até se pode mas passo a explicar (como puder) o que se tem passado na puta da loucura que é o SVE.

Como se sabe, mudei de projecto, estou a morar em Praga desde o início de Maio, o que coincide com o meu desaparecimento da “blogosfera” ou lá como chamam a esta merda.

Coincidência? Nada disso, em Praga há muito que fazer, näo è bem como estar numa quinta no cu do mundo, onde o bar mais próximo é a três quilómetros e está cheio de barrascos.

A minha rotina diária consiste no seguinte: acordo às onze, estou no escritório ao meio-dia, almoço por volta das três, saio às seis, dependendo do dia, janto uma refeiçäo liquida (vulgo cerveja), e vou a algum lado jantar de novo, normalmente a um bar ou a uma potraviny (uma espécie de mini-mercado, facilmente se encontra uma aberta a noite toda). Há sempre algo a acontecer, e caso näo haja, provoca-se.

Como näo tenho um portátil, nem computador em casa, torna-se difícil escrever o que quer que seja. Neste momento, escrevo em casa da minha amiga (chamo-lhe amiga porque chamar-lhe namorada seria demasiado e chamar-lhe “uma gaja” seria leviano demais.
Esclarecidos? Eu também näo). Ela foi sair com a malta dela e eu fiquei em casa dela e escrever algo.
Agradeço desde já à Lee e ao Sandro (quem quer que seja) porque me foderam a cabeça para eu escrever algo ( a Lee fode-me a cabeça dia sim, dia também).

É engraçado que haja pessoal mortinho para ler o que escrevo... Que raio??

Entäo o que se tem passado neste tempo todo?

Chegado a Praga, fui morar duas semanas em Strossmayerovo namesti, em casa de Marion e Baeta, e depois disso arranjei um quarto em Vrsovice, onde só passado duas semanas vi o meu companheiro de quarto, um Checo, advogado e, muito provavelmente, paneleiro, mas porreiro, as três vezes que o vi (em dois meses) foi sempre a rir e galhofa, o gajo é uma doida.

Depois disso, tive de mudar, porque a dona do quarto estava a regressar da Holanda, e entäo foi uma corrida contra o tempo, porque näo tinha muito e estva a ver que tinha que ir pra casa de alguém temporiariamente, o que näo era o fim do mundo, mas se näo tenho um sítio que possa chamar casa, nunca me sentirei verdadeiramente estabelecido, o que é uma chatice do caralho.

Com a ajuda de Krystyna, a Polaca que se ri como uma hiena, arranjei um quarto no centro, a 3 paragens de metro do escritório, perto de tudo, e no pacote vem incluido três flatmates. Näo me posso queixar, excepto por uma razäo, o quarto näo tem mobília rigorosamente nenhuma, o que tem vantagens e desvantagens. As vantagens é que näo há muito para arrumar, e eu näo preciso de muita coisa, o que me leva à desvantagem: preciso, pelo menos, de uma merda de um colchäo! Enfim, nada que näo se resolva.

È complicado contar o que se tem passado…

Estive na Hungria, num Contact Making Seminar, a minha organizaçao queria lá um representante, e eu nunca tinha ido à Hungria, entäo proporcionou-se o negócio: eles entram com a guita e eu represento-os.

Foi à maneira, o grupo tinha pessoal fixe, havia pessoal da Hungria, Bulgária, Roménia, Itália, Républica Checa (eu…), Polónia, Alemanha e Espanha.

Os latinos lá fizeram a festa, o resto juntou-se e uma das Romenas nunca tinha experimentado salame de carne Portuguesa. Intercâmbio cultural, claro.

Os Polacos começavam a beber às nove da manhä, e as apresentaçöes dos seus projectos consistiam em parcas palavras: festa, sexo, alcóol e muita gente.

Pá, nem me parece mal, mas näo me parece que vá ser aprovado por nenhuma Agência Nacional. Nem mesmo a Polaca.

Com o Italiano era só rir, estávamos no mesmo quarto que os Polacos (mais tarde mudei-me para o quarto das Romenas) e quando me despedi dele, despedi-me de um amigo.

Os Húngaros eram engraçados, mas meio esquisitos, cabröes fizeram-me comer ao almoço uma sopa de frutos vermelhos. Foda-se, comer amoras fervidas näo é lá grande merda.

De resto só a assinalar que o Alemäo pergunta, no seguimento de uma conversa, o seguinte: onde é Bratislava?

Näo me fodam, o gajo tinha praí 40 anos, vinha a representar uma organizaçäo Espanhola, e estava na Hungria, isto è, anda a viajar, e pergun-me esta merda?? Granda estúpido.

Näo tive tempo para visitar Budapeste como deve ser, um erro crasso a ser revisto assim que possível. Debrecen, a segunda maior cidade da Hungria, näo é assim täo grande quanto isso, mas é catita.

Liderei recentemente um workcamp, foi a puta da loucura, 8 voluntários, 4 internacionais e 4 Checos, estes últimos sem falar Inglês… O organizador, a mesma merda, e eu falo Checo que è uma coisa parva, está-se mesmo a ver no que deu… Como dizem os Checos, deu num bordel.

O que é certo é que aprendi mais Checo em duas semanas, que em três meses na Checa.
Na avaliaçäo, tudo bem, o campleader foi um porreiro e o caralho.
No segundo dia do workcamp, enquanto o resto trabalhava, um dos Checos estava no andar de cima da casa a fazer um Birls… Lá tive de me chegar ao gajo e dizer que sim senhora, Birls é fixe, mas enquanto se trabalha… trabalha-se.
Escusado será dizer que à noite até eu lhe dizia para fabricar um Birls.
Neste momento, está a decorrer o on-arrival dos voluntários do novo projecto da minha organiza
çäo, o Doduhy, onde eu e o Joäo temos um papel interessante, só nos falta saber qual.
O essencial é que estamos a curtir. E eu vou dormir, ela ainda näo chegou, e visto que me vai acordar, é melhor que durma um pouco antes.

Mais tarde partilharei a história dela. Mais ou menos.

Antes de mais nada, notícias de malta conhecida : a minha ex-tutora, nunca mais a vi, desde que cheguei a Praga (assinale-se o facto de que, os dois meses que vivi em Vrsovice, morava quase ao lado dela). Ela ligou-me uma vez pra irmos ver a Mariza em concerto, mas eu disse-lhe que eu era mais Cradle of Filth e músicas do peido, vómito e arroto.

A Eslovaca, aka torce-pixas, está grávida (näo é meu descansem) e vai-se casar. Vai lá vai…



quinta-feira, 10 de maio de 2007

Sem parar

A vida em Praga tem sido a loucura. Depois de duas semanas em casa de Marion e Baeta, mudei-me para Vrsovice, onde vivo com um advogado que nunca vi, isto porque temos horários diferentes.
Quando chego, já ele ronca, e quando eu ainda ronco, ele vai trabalhar.
O pouco que sei dele é que usa perfumes de nilas e que lhe dá na musculação, tem a cozinha cheia daquelas merdas para inchar que nem um javali.
A minha vida agora consiste em: acordar às 10 da matina, e ir para o escritório, de onde saio por volta das 19, para ir directamente... para a acção.
Ah pois, agora vingo-me de 4 meses na Parvónia.
Tenho tido noites que valiam bem a pena terem sido contadas imediatamente a seguir a terem acontecido, mas a falta de tempo, conjuntamente com a falta de um computador em casa... complica.
No outro dia, fui a a casa do Berto, era a noite Espanhola, já tinha havido a noite Italiana, que consistiu em... pasta, coisa que aqui nunca ninguém tinha comido.
Chegado a casa dele, e como há aqui uns quantos Espanhóis, juntamente com um Catalão e um Galego, havia uma variedade interessante de pitéu: tortilha de batata, empada de queijo e fiambre, pantomacat (pão com tomate e sal), migas (?!) e o Baeta decidiu fazer uma "crema catalana" que não é nada mais nada menos que leite creme! Joder...
Comeu-se, bebeu-se, e ficou-se por lá a anhar, até deu para jogar às escondidas e tudo.
Entretanto, o Baeta lança o desafio: vamos ao Cross Club.
Pra nós na boa, fica mesmo pertinho de casa, claro que os restantes já rastejavam (uns porque estavam bêbados e outros porque ainda estavam a jogar às escondidas).
Lá fomos, 4 da matina, direitinhos ao Cross, com a inocente intenção de beber uma cerveja e marchar para casa.
Lá chegados e depois de pedirmos as cervejas, constatámos que havia um jovem com um monte de Birls em cima da mesa. Birls de outros tipos.
Pensei cá para mim: porra isso é demasiao para um gajo só... e lá fui eu, cheio de lata, oh bacano dispensa lá um pouco que isso tudo faz-te mal.
O gajo deu-me um plástico do maço de tabaco quase até meio, pela irrisória quantia de 20kc, nem um aéreo é!
Ficámos todos contentes, e o gajo mudou-se para a nossa mesa, com um porro gigante e verdinho.
Lá rodou, falou um pouco connosco, e foi-se.
Estava eu entretido na manufacturação de outro Birls, quando o gajo se senta de novo na mesa, olha para nós e pergunta: por acaso nenhum de vocês tem Birls?
Foda-se, fiquei a olhar para o gajo 5 segundos a tentar desfigurar se falava a sério ou quê, e o que é facto é que cheguei à conclusão de que tinha fritado completamente.
Dei-lhe o Birls que tinha feito e lá foi ele, a rappar, todo maluco.
Nisto, sentam-se duas gajas, completamente torradas e começam a puxar os restos de cervejas na mesa perante o nosso olhar atónito.
Uma delas pega num prato de plástico e começa a rodá-lo e a olhá-lo com encanto, e diz: ah, que giro, consigo ver a minha cara...
Foi a gota de água, estava meio maluco com o porro verdinho que o Zé Tostas tinha feito, e não conseguia entrar na onda do torranço total, agarrei no Baeta, e siga para bingo.
O Cross é um sítio... para mim, estranho, brutal na estética, não há sequer algo parecido em Portugal, um lugar daqueles onde podes ir a um dia de semana, Birls e todas as vezes que lá vou, é só filmes com freaks, ou então é por eu estar alterado sempre que lá estou.
Será que sou um freak e não sei?
Já volto.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Berlim II - O Seminário

Vou tentar contar o que se pasou no seminário de forma sucinta (isto é, 7 posts semelhantes aos Maias).
Foi uma semana num parque natural, chamado Fuchsbau (toca da raposa) perto de Wulheide, que é no cu de Berlim.
Um parque que de facto tinha raposas, o que muito me espantou, no "meio" duma cidade poder haver um parque com condições espantosas para os putos brincarem, com uma casa dos Amigos da Natureza (em Alemão é algo como "puxaescarraecospe"), onde a natureza e os humanos convivem harmoniosamente. Que maricas que estou hoje...
O parque tinha de tudo: uma piscina, um observatório, um centro de ciência viva, um museu, uma casa de strippers e um vendedor de cachorros. Pronto está bem, o vendedor de cachorros é tanga...
Estava um pouco frustrado por o parque ser tão deslocado da cidade, esperava ir vadiar todas as noites e conhecer a cidade, mas como sempre, estava sem cheta, e isso juntamente com o bilhete de comboio a 2,40, e as cervejas é o que se sabe... Caga lá nisso.
O que é certo é que ainda houve 3 acções na cidade, 2 delas num sítio chamado C-Base, uma organização de frustrados sexuais, perdão, geeks dos computadores, onde tomei conhecimento de uma comunidade de tecno-punk-nilas, todos com nicknames (o nosso guia chamava-se Hans, mas era conhecido como "Random", supostamente porque ninguém podia prever o seu próximo passo... Não arranjes gaja não...).
Tinham construído algo impressionante, uma consola multi-touch (tipo daquelas onde se joga aqueles jogos ridículos de cartas e merdas assim, mas com o quintúplo do tamanho) mas onde poderiam trabalhar várias pessoas ao mesmo tempo.
Era um protótipo, e de facto impressionou-me, na minha ingenuidade perguntei para que servia... e fodi tudo, o gajo designado para nos explicar tal coisa usava um chapéu de cowboy à Texas Ranger, e trocou-se todo, desatou para lá a falar mas parecia o gajo do PSD ( ou do PS).
À ida para lá tinhamos comprado uma grade de cerveja (foi a loucura ir no comboio agarrado a uma grade), e ao lá chegar, constatámos que eles tinham um bar, que fazia parte da sua subsistência, e ouvimos o seguinte comentário: Pah aqui também vendemos cerveja...
O cabrão do Veikko havia de saber estas merdas, mas enfim, não se passou nada, receava que nos atacassem com o seu robot cyborg ou uma cena assim marada.
Decidi ir à casa de banho, e ao entrar, pensei estar dentro de uma tenda de uma festa trance da queimadice absoluta, tudo fluorescente, semi-escuro, com uma espécie de teias de aranha a atravessar o tecto.
Pensei: Foda-se aqui um gajo nem vê se tem a sarda de fora, e carreguei no interruptor, para que pudesse pelo menos ver onde podia mijar. O resultado foi a escuridão total, tinha apagado a luz. Cabrões de freaks, mijam como os morcegos...
A outra acção foi uma workshop, que tratava de demonstrar um dos objectivos da organização, que era a construção de uma rede wafeland por toda a Berlim, porque a ligação tresanda e os freaks têm de sobreviver como todos nós.
Claro que a workshop era em Alemão... Deu para ir a Berlim com bilhetes pagos e foi muita bom.
Houve uma acção na Universidade de Humbolt, e essa sim, deu-me um gozo do caraças, num dia tivemos de organizar, promover e orientar uma noite internacional, composta com várias workshops, e momentos de loucura e delírio.
Fazia parte da equipa de promoção, juntamente com o João (a propósito, éramos seis portugueses...) e o Racz, um Romeno altamente.
Logo tivemos a ideia de nos cobrirmos de folhas, juntamente com fita-cola.
Havia 3 cores diferentes de fita-cola, logo surgiram 3 espécies de power rangers, um verde, um azul e um vermelho, andando pelas ruas circundantes a promover o evento. Que risota...
Encontrei 3 senhoras Portuguesas que procuravam pela ópera, e deram comigo coberto de verde vivo. Mesmo assim sou mais bonito que o Pavarotti.
Chegada a hora, tivemos 13 participantes, o que tendo em conta as circunstâncias, foi muito bom.
Estava lá uma Americana, caída de paraquedas, e perguntou-me de onde era.
Portugal, e ela piscou os olhos.
O Tó(o Tó está em todas) perguntou: sabes onde é?
Não queria crer quando ela piscou os olhos de novo e aventou: América Latina?
Foda-se que grande prostituta.
Tive que lhe dar uma lição de Geografia, que aconteceu na casa de banho dos deficientes (sim, sim, que vergonha, tentem lá arranjar um sítio decente para uma lição de "Geografia" numa Universidade). Estas Americanas são fixes, são muito dadas, passado uns 15 minutos da lição, foi dar uma volta com outro gajo que tinha aparecido. Já tinha ouvido falar da foda mágica muitas vezes, mas nunca a tinha experienciado.
O pessoal do seminário era porreirito, por vezes sentia-me numa sessão de terapia para tótós, mas à parte disso, eram uns fixes.
Não me integrei muito bem, não sei se por ter a armada Portuguesa comigo, se por culpa do meu fantástico projecto, que me deprimia e consumia a espontaneidade e boa disposição.
Ou ainda, se por culpa de, além dos Tugas, não haver mais latinos, era só malta de Leste (exceptuando a Marta), e esse pessoal é assim meio frio. Enfim.
Foi pena não termos tido a oportunidade de disfrutar mais do parque, havia condições excelentes, e a coisa foi um pouco mal organizada, o que é compreensível quando se tenta trabalhar com muita gente, de vários países. Fala-se muito, mas diz-se pouco.
Entretanto, recebi uma notícia de arromba: Ia-me mudar para Praga, finalmente tinha conseguido mudar de projecto, depois de muito refilar e espernear, nem pensar que ia ficar mais 7 meses na quinta do anhanço.
E assim acontece, escrevo de Praga neste momento, sito em Strossmayerovo Namesti, em breve mudar-me-ei para Vrsovice, e depois não sei.
Por isso, não haverá mais dias de anhanço, de não conviver, de não aprender cu e de apalpar as tetas das cabras, e talvez arranje uma cabra por aqui para lhe apalpar as tetas (outra que não a minha ex-tutora).
Amanhã há mais, há que retomar a senda!
Puta que pariu, deu trabalho, ia-me consumindo os miolos, mas foda-se, a mim não me comem por trás. A não ser que me paguem bem.
Um bem hajam.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Berlim

Está na hora de recuperar o tempo perdido, e recomeçar a partilhar as minhas desventuras com os interessados, mesmo que por esta altura sejam 4 ou 5.
Pois cá vai, a viagem para Berlim foi fixe, fui de carro com o Cao, a Alena e a Sophie, estas últimas minhas futuras colegas, já lá chegarei.
Fui até ao norte da Checa, passando por Usti nad Labem (também conhecido por Usti bla bla bla), e por Dresden (já na Alemanha), onde consta que vive um encantador de salsichas Bratwurst.
Chegados a Berlim, fomos direitosa a casa do Veikko, onde já estava Simon.
Assim que chegámos, o tema de conversa foi: almoço, e todas as caras se viraram para mim... raios partam esta gente que não aprende a cozinhar nada para além de massa com esparguete.
Depois da papança, (que foi uma tentativa de chop suey de vegetais, estava-me a apetecer cozinha radical, daquela onde até se comem cães e tudo) fomos reunir-nos num bar lá perto, em Warschauer Straße.
Foi o meu primeiro contacto com a cultura Germânica: uma cerveja, 2 euros e meio...
Porra, tudo bem que são o país da cerveja e mais o caralho a sete, mas porem cerveja a este preço, ainda para mais quando se vem dum sítio onde a cerveja é tão boa ou melhor, e custa 50c... Criminosos pá!
A reunião foi um tanto... secante, o Cao ainda tentou dar o golpe do: ah, se calhar os tugas vão dar uma volta, mas não pegou, e por lá ficámos, completamente a lê-las.
Mais logo, Veikko ficou de ir buscar uma espanhola, e eu desde que sei que sei falar espanhol, tenho a mania que sou o Rámon Serrano, e lá fui eu, com o Veikko já todo bêbado, buscar Marta, a Espanhola.
Marta é engraçadinha, tem aquele sorriso fácil, mas por vezes rasga-o tanto que parece que está a beber uma colherada de óleo de figado de bacalhau.
Lá fomos falando, ela a pensar que eu era Espanhol, não por causa do meu sotaque perfeito, mas porque toda a gente que me vê julga que sou Espanhol, o que é uma sina de merda. Chegou ao cúmulo de ter pedido uma cerveja num bar, em alemão, e ter recebido como resposta: una cerveza? -Coño, chupa mi polla!
Voltando à Marta, ao entrarmos no bar, tirei o meu gorro à Comandante Marcos, e sentei-me.
Marta, depois de termos estado lá fora a falar, dirige-se a mim dizendo: olá eu sou a Marta.
Disse-lhe muito devagar: estás parva, estive contigo lá fora nem há 2 minutos!!
Isto em Espanhol, que começa por um querido: estas tonta?
Berlim é caro como o raio, à noite fomos a um sitio altamente bizarro, uma espécie de largo com armazéns abandonados, alguns eram bares, (estive num de reaggae), e outros havia bem compostos, com rappers wannabes a darem "show", chamemos-lhe assim.
Veio um black de rastas, e dirige-se a mim em... Espanhol está claro. Queres Marijuana, pergunta o gajo. E eu, quero pois. E ele, quanto? E eu; quê, tenho de pagar??
O gajo não achou muita piada...
Já volto, hoje joga o Man U e não vejo um jogo de futebol há tomates.
Vivam os abraços...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Novinky

Pois...
Ando um pouco desleixado com este relato da minha estadia por terras Checas, mas tem havido tanta coisa para (näo) fazer, que até fico maluco.
Quanto aos fins de semana de rambóia, é o mesmo de sempre com umas nuances, de vez em quando lá acontece algo diferente.
Num destes domingos (arriscava dizer que praí há 3 semanas), estava eu no Popo Café Petl, que é uma espécie de Café da Vila cá do sítio, e depois de ter sido impedido de entrar, e de ter de chamar a minha amiga Polaca para resolver a situaçäo, aconteceu algo digno de partilhar, do ponto de vista psicotrópico. Foda-se que granda palavräo.
Estava eu a assistir ao concerto cigano que acontece todos os domingos no Popo, quando aconteceu o inimaginável: Estava uma Italiana com entrada directa para a minha cadeia alimentar a comer-me com os olhos, e eu... estava distraído a ver uns ciganos todos suados, com roupas feias e a tocar bandolins. Enfim.
Depois disso, estava com a bexiga cheia. Foi deste momento que nasceu o famoso livro do Paulo Coelho: "Na margem do rio Checo encostei-me e mijei".
O fim de semana seguinte (isto depois de, está claro, passar mais uma semana na quinta a contar quantos pêlos tinha o cäo), foi do caraças, fui a um Hipódromo no cu de judas, mas ainda em Praga, e passei uma tarde agradável, num espaço amplo, num dia solarengo, rodeado de pessoas de quem gosto e do cheiro a merda de equídeo.
Foi aqui que tive o meu primeiro momento de humor falado em Checo.
Näo vos conto porque é uma seca do caralho, mas assim notei a minha (parca) evoluçäo nesta língua de doidos.
O fim de semana foi passado sobretudo a trabalhar no intercâmbio de invisuais, näo houve assim grande rambóia.
Quinta feira seguinte, depois de ter passado uns dias deprimentes na quinta, fomos, eu e o Baeta, ao Cross Club, um sítio que eu recomendo vivamente.
Na entrada tem uma escultura de metal que é algo que qualquer Português olha e diz: aia cum caralho, qué aquela merda??
Lá dentro é só cenas de metal a girar, luzes maradas e mais sei lá o quê, pessoal estranho, muita estrangeirada, um sítio muito bom.
Chegamos, e lá estäo: o Bas, o Joäo, a Theresa, e a Olivia, o cabräo do Joäo tinha Birls doutros tipos!
Ah e coiso pedi a um gajo e ele deu-me.
Foda-se ando farto de pedir ao deus de todos os cabeçöes que me dê algo, e nada!
Esta marmanjo pede a um gajo qualquer e aparece-lhe uma sacada... Ai vida.
No dia seguinte era dia de ir para Berlim com o Joäo, num seminário sobre arte amadora, e havia que acordar cedo, entäo tratámos de fazer uns Birls de rajada para ver se dormíamos melhor.
Aquela porra é täo grande que facilmente me perco lá dentro, o que também näo é assim grande coisa visto que já me perdi na cozinha de um amigo...
No andar de cima, há uma espécie de pista de dança, e estavam a passar... drum'n'bass.
Depois de 4 segundos de loucura, eu e Theresa pusemo-nos na palhota.
Foi uma noite calma... e os Birls nao duraram assim tanto.