Näo, estava mesmo à entrada, mas com o seu corte de cabelo à Paulo Sousa, pensei que fosse uma gaja.
O bar estava animado de facto, muita música, pessoal bêbado mas näo chato, animaçäo, estava-se bem. Nisto, e nem percebi bem como, estamos na conversa com um jovem Checo, Toni de seu nome. Juro que o gajo disse Toni...
Paleio, e o gajo pergunta: ah mas que estäo vocês aqui a fazer?
Bas responde: estamos aqui como voluntários, para desenvolver a vossa sociedade. É fácil gozar com um gajo de dentes salientes e com uma t-shirt dos "Manowar"...
De repente saltam duas jovens Checas para ao pé de nós, e com uma delas também saltava um par de mamas que até assustava à primeira vista.
Mais conversa, ah e de onde säo vocês, (convenhamos que é engraçado, estares no teu país, e de repente estás num bar com 3 gajos de países diferentes.), blá blá blá, e juntam-se dois Irlandeses, já bem tocados. Que pandilha...
4 da matina, já todos algo tocados, (bem, Bas estava bêbado quando nós chegámos), cerveja de borla no balcäo, o Bas palmou um maço de tabaco a uma das miúdas, era a loucura, até deu para um solo de piano a 4 mäos. Um solo a 4 mäos??? Perguntam vocês, incrédulos. Sim, a miúda das mamas grandes acompanhada pelas ditas cujas.
Pergunto ao Baeta: como é vamos para caselas? Ya e coiso, vamos lá.
O Toni e Bas desafiam-nos para uma última cerveja, eu lá acedi e conosco vieram as miúdas, mais um amigo do Toni, juntamente com os dois Irlandeses.
Fomos para um sítio decadente, um "Herna Bar", que é uma coisa que aqui há ao pontapé, uma espécie de casas de jogo abertas toda a noite, autênticos antros onde só os mais duros entram (e os mais bêbados, e os gajos perdidos), enfim, uma bela merda.
O amigo do Toni etava mais bêbado que nós todos juntos, às tantas Toni começou a ser chato pra caralho, a falar de tabaco durante hora e meia e volta e meia a imitar os Manowar... Que mera de ideia ter vindio aqui.
Alguém meteu chapas na máquina de dardos e lá fomos nós, todos alegres, jogar às setas.
Quando Baeta vai para jogar, Toni mete-lhe a mäo no cu.
Mau... entäo caralho,que fazes tu?
Ah, é a brincar e coiso.
Expliquei-lhe delicadamente que para nós, malta da Europa do sul, näo era muito fixe meterem-nos a mäo no cu, provoca-nos um pouco de asco, e agradecemos que näo o façam, mesmo a brincar, mesmo durante um jogo de setas.
O rapaz ainda insistiu (questionei-me se Baeta näo estaria a gostar, o rambóias), mas perante o olhar de desagrado de Baeta, lá parou.
O gajo do bar, veio-nos avisar que ia fechar, e nisto os Irlandeses começam a queixar-se: gamaram-nos um Birls, que merda, gamaram-nos um Birls.
Pois, tinha sido o amigo do Toni, que acendeu e rodou como se nada fosse, e claro que quando há um Birls, näo há perguntas, há um puxa puxa, trava, trava.
Bas pergunta-me que idade é que eu acho que eles têm, este grupo de Checos com quem terminámos a noite.
Fiquei realmente na dúvida, näo sabia se havia de dizer 13 ou 22, porque eles estavam bêbados, e também porque näo eram o tipo de pessoas que estivesse habituado a ver (estes säo mais feios).
Aceitei o desafio e perguntei-lhes a idade.
Saímos do antro, já era pleno dia, e fomos para casa com a descoberta de que passámos a noite com adolescentes Checos...
quarta-feira, 28 de março de 2007
Praga Wild Nights
Acordar é que foi do caralhinho ( irrita-me um pouco que os posts sejam publicados na ordem inversa, um gajo que começa por ler isto näo percebe, tem que descer mais um pouco, enquanto se sente um pouco parvo por o fazer, porque é ilógico), tínhamos em mente começar mais a sério com o projecto dos invisuais, mas com a ressaca como a que eu tinha... só me lembrava daquela expressäo tripeira "tou todo cego".
Acho que trabalhámos praí 15 minutos, depois decidimos beber café, e nisto já eram horas de jantar. Claro, ou pensam que nos levantámos às 10 da manhä?
A Marion tem a mania dos vegetais e das carnes brancas e o caralho, é uma chatice para o Baeta porque lhe gusta la carne, e para mim também é um pouco merdoso, porque passo a vida a legumes na quinta e depois é isto: chicha, nem vê-la. (a propósito, consta que minha amiga Eslovaca, cujo legume preferido é o pepino rosa, vai andar por perto).
Entäo, na sexta, é tarte de legumes, no sábado é pasta com legumes e arroz com refogado de legumes, e depois pode ser que se coma um frango ou algo "light" para compensar as carradas de chocolate que enfarda... Enfim, gosto dela e o resto é conversa.
Nessa noite resolvemos ir ao Wakata, o tal bar reaggae onde o cheiro ambiente é o da erva.
Convidámos Krystyna, e lá fomos os 4 até ao bar, com os dados e o copo para jogar Kiriki.
Chegámos lá e havia algo de estranho, embora näo conseguíssemos dizer o quê.
Que raio? O bar estava cheio de Mexicanos, foda-se!
Estava na República Checa, num bar "jamaicano", rodeado de Mexicanos, porque carga de água caralho??
Eu e Baeta pensámos no mesmo: ver o calendário dos Dj¨s para este fim de semana, e lá estava ele: Dj Alvarez, grande cabräo.
Todos muita feios, muita rançosos, mas com duas loiras todas jeitosas.
Também quero saber onde é aqui o rent-a-bitch mais próximo...
Fizemos um joguito de Kiriki, e pusemo-nos a andar.
Baeta estava com vontade de ramboiar, parece que eu ainda sou a única pessoa, para além de Marion, com quem ele sai, e eu também näo queria ir para casa.
Contactei Bas: ah e coiso, um club Irlandês, venham que isto tá fixe, pessoal bêbado e tal. Lá fomos.
Lá chegados, entrei e näo vi ninguém. Oh foda-se näo me digas que ele estava täo bêbado que já bazou.
Uma pausa para respirar...
Acho que trabalhámos praí 15 minutos, depois decidimos beber café, e nisto já eram horas de jantar. Claro, ou pensam que nos levantámos às 10 da manhä?
A Marion tem a mania dos vegetais e das carnes brancas e o caralho, é uma chatice para o Baeta porque lhe gusta la carne, e para mim também é um pouco merdoso, porque passo a vida a legumes na quinta e depois é isto: chicha, nem vê-la. (a propósito, consta que minha amiga Eslovaca, cujo legume preferido é o pepino rosa, vai andar por perto).
Entäo, na sexta, é tarte de legumes, no sábado é pasta com legumes e arroz com refogado de legumes, e depois pode ser que se coma um frango ou algo "light" para compensar as carradas de chocolate que enfarda... Enfim, gosto dela e o resto é conversa.
Nessa noite resolvemos ir ao Wakata, o tal bar reaggae onde o cheiro ambiente é o da erva.
Convidámos Krystyna, e lá fomos os 4 até ao bar, com os dados e o copo para jogar Kiriki.
Chegámos lá e havia algo de estranho, embora näo conseguíssemos dizer o quê.
Que raio? O bar estava cheio de Mexicanos, foda-se!
Estava na República Checa, num bar "jamaicano", rodeado de Mexicanos, porque carga de água caralho??
Eu e Baeta pensámos no mesmo: ver o calendário dos Dj¨s para este fim de semana, e lá estava ele: Dj Alvarez, grande cabräo.
Todos muita feios, muita rançosos, mas com duas loiras todas jeitosas.
Também quero saber onde é aqui o rent-a-bitch mais próximo...
Fizemos um joguito de Kiriki, e pusemo-nos a andar.
Baeta estava com vontade de ramboiar, parece que eu ainda sou a única pessoa, para além de Marion, com quem ele sai, e eu também näo queria ir para casa.
Contactei Bas: ah e coiso, um club Irlandês, venham que isto tá fixe, pessoal bêbado e tal. Lá fomos.
Lá chegados, entrei e näo vi ninguém. Oh foda-se näo me digas que ele estava täo bêbado que já bazou.
Uma pausa para respirar...
Espairecer
Há fins de semana que, pelos melhores motivos, parecem prolongados. Estes ultimos dois foram passados em Praga, o primeiro porque estava planeado, o segundo por puro ímpeto. No primeiro fim-de-semana, encontrei-me com Marion em sua casa, e depois de falarmos com Krystyna, uma amiga Polaca, ficámos a saber de uma festa que havia num apartamento qualquer, "Festa da Flor" ou lá o que era, para mim tudo bem, desde que nao me tocassem na peida.
Comprámos vinho e licor de cereja (eu eu Marion partilhamos o gosto por esta bebida horrivelmente doce), e convidámos Bas a juntar-se a nós.
Bas näo percebeu que era um convite "único", e trouxe com ele mais 5 voluntários.
Näo é grande problema, mas quando já eu, Marion e Baeta íamos como "colas"... Vai lá vai.
Bem, digamos que a dona da casa näo pareceu muito preocupada, mas quando nos recomendou um quarto vazio para nos sentarmos, pensei que talvez fossemos demasiados.
Poisámos a tralha e misturei-me com o povo. Alguém me disse que ela morava com um Português, e lá fui eu ver o que se passava.
Lá encontrei o tipo, Miguel de seu nome, sorriso fácil, o típico Tuga que busca loiras fáceis (e näo procuramos todos?).
Indicou-me outros 2 Portugueses, näo me recordo dos seus nomes, mas esses dois indicaram-me outras duas!
Porra assim de repente estávamos ali 6 Portugueses, mais tarde, estando eu já bem bebido, chegaram mais uns quantos, mas só falei com um, recordo-me só de que ele dizia muitas vezes "caralho", mas dizia-o de uma maneira estranha, parecia que estava mais habituado a dizer "pénis" que outra coisa. Devia ser do Estoril, ou Cascais...
Conheci um Checo que falava à "sopinha de massa", que säo aqueles gajos que em vez de dizerem "S", dizem... bem, cospem mais do que falam.
Marion decide perguntar-lhe porque raio é que chamaram Škoda aos carros, quando škoda significa: pena, vergonha.
Pergunta pertinente, e quando se está bêbado... Entäo era ver o gajo a dizer várias vezes " To je škoda" ( é uma vergonha/pena), com a saliva aos saltos enquanto eu me ria que nem um desalmado, ao mesmo tempo que lutava contra a dormência corporal (eu e Marion éramos os únicos a gostar do licor).
Passado um bom bocado de risota, decidimos que já era tarde pra caraças, e de facto, eram 3 da matina...
Chegámos a casa, e Baeta pöe-se com aquelas conversas de quem está meio narsso mas näo quer ir já para a cama: ah e tal, e as pessoas assim e as pessoas assado... Oh Baeta anda lá dormir e cala-te....
Comprámos vinho e licor de cereja (eu eu Marion partilhamos o gosto por esta bebida horrivelmente doce), e convidámos Bas a juntar-se a nós.
Bas näo percebeu que era um convite "único", e trouxe com ele mais 5 voluntários.
Näo é grande problema, mas quando já eu, Marion e Baeta íamos como "colas"... Vai lá vai.
Bem, digamos que a dona da casa näo pareceu muito preocupada, mas quando nos recomendou um quarto vazio para nos sentarmos, pensei que talvez fossemos demasiados.
Poisámos a tralha e misturei-me com o povo. Alguém me disse que ela morava com um Português, e lá fui eu ver o que se passava.
Lá encontrei o tipo, Miguel de seu nome, sorriso fácil, o típico Tuga que busca loiras fáceis (e näo procuramos todos?).
Indicou-me outros 2 Portugueses, näo me recordo dos seus nomes, mas esses dois indicaram-me outras duas!
Porra assim de repente estávamos ali 6 Portugueses, mais tarde, estando eu já bem bebido, chegaram mais uns quantos, mas só falei com um, recordo-me só de que ele dizia muitas vezes "caralho", mas dizia-o de uma maneira estranha, parecia que estava mais habituado a dizer "pénis" que outra coisa. Devia ser do Estoril, ou Cascais...
Conheci um Checo que falava à "sopinha de massa", que säo aqueles gajos que em vez de dizerem "S", dizem... bem, cospem mais do que falam.
Marion decide perguntar-lhe porque raio é que chamaram Škoda aos carros, quando škoda significa: pena, vergonha.
Pergunta pertinente, e quando se está bêbado... Entäo era ver o gajo a dizer várias vezes " To je škoda" ( é uma vergonha/pena), com a saliva aos saltos enquanto eu me ria que nem um desalmado, ao mesmo tempo que lutava contra a dormência corporal (eu e Marion éramos os únicos a gostar do licor).
Passado um bom bocado de risota, decidimos que já era tarde pra caraças, e de facto, eram 3 da matina...
Chegámos a casa, e Baeta pöe-se com aquelas conversas de quem está meio narsso mas näo quer ir já para a cama: ah e tal, e as pessoas assim e as pessoas assado... Oh Baeta anda lá dormir e cala-te....
Conceitos
Ai que malandro que eu ando, desleixado do meu querido diário (que cena mais apaneleirada), mas a verdade é que por vezes näo há aquela tusa que havia ao início (a chamada tusa do mijo), e acabo por me ocupar a fazer coisas mais interessantes como: ver a quantidade de merdas que estas duas conseguem pôr em cima da mesa da sala, contar as vezes que se faz chá para esfriar e näo se beber, assim como a quantidade de informaçäo que o Petr näo sabe, acreditem que é impressionante.
Entäo, agora tenho um trabalho de escritório. Só me dá para rir, conseguiram perder duas passwords do Skype, utilizado para comunicar com os parceiros por esse mundo fora. O gajo com quem trabalho sabe tanto quanto eu, o que näo é bom quando somos os únicos presentes...
Recebi uma chamada da Jordânia, parece que enviaram o formulário dum candidato e näo tinham resposta. Claro que eu era a pessoa indicada para resolver o problema...
Lá falei com o escritório de Praga, a resposta foi: eh pah, esses gajos é um problema, só querem vir por causa do visto, e o caralho a sete, o melhor é mandares um mail para o escritório de Praga e veres o que eles te dizem. Claro como a água, mandei o mail e esperei... isto foi há uma semana e meia...
Entäo, agora tenho um trabalho de escritório. Só me dá para rir, conseguiram perder duas passwords do Skype, utilizado para comunicar com os parceiros por esse mundo fora. O gajo com quem trabalho sabe tanto quanto eu, o que näo é bom quando somos os únicos presentes...
Recebi uma chamada da Jordânia, parece que enviaram o formulário dum candidato e näo tinham resposta. Claro que eu era a pessoa indicada para resolver o problema...
Lá falei com o escritório de Praga, a resposta foi: eh pah, esses gajos é um problema, só querem vir por causa do visto, e o caralho a sete, o melhor é mandares um mail para o escritório de Praga e veres o que eles te dizem. Claro como a água, mandei o mail e esperei... isto foi há uma semana e meia...
terça-feira, 20 de março de 2007
Vysoké Myto
Os mais distraídos pensaräo que me mudei para o Japäo, mas näo, é o nome de uma vila aqui perto, onde, a meio da semana, fomos apresentar o nosso "projecto".
Foram-nos buscar às 7 da matina (viva o luxo) e lá fomos nós para Vysoké Myto city.
Era uma escola com uma média de idades a rondar os 17, sendo por isso relativamente fácil comunicar com eles num Inglês básico.
Chegámos, fomos apresentados aos professsores, todos muito simpáticos, e reencontrei alguém que näo via há muito tempo: em Dezembro, na altura do Natal, contei-vos acerca de alguém que falava Português, e tinha uma cara de "para sempre espantada", Jarmila, a professora que organizou a nossa visita à escola.
Estava muito nervosa, toda tremeliques, sempre a preguntar se estávamos bem, a mulher andava mesmo maluca.
Entrámos na primeira sala, com alunos de 18 anos, e fomos apresentados.
Cecile começa a falar do projecto, Kristin a mostrar fotos da área e das cabras e mais coisas, tais como fotos de sombras, e coisas assim, e eu parecia ser o único a aperceber-me que estavam todos a anhar.
Depois de Cecile acabar de falar, perguntei ao "público" se algum deles sabia o que estávamos cá a fazer.
O silêncio falou por si.
Foi giro dar uma espécie de palestra àquele pessoal todo, expliquei-lhes o que era o SVE, para que servia (ou para que devia servir), como podia ser benéfico, uma oportunidade de ouro, enfim, penso que este tipo de informaçäo é útil a todos os jovens, há que espalhá-la quando podemos. Ainda para mais quando a maior parte näo viu mais que o lindo castelo que a sua vila tem.
Depois juntámo-nos todos em grupos, e cada um de nós ia respondendo a perguntas que eles já tinham preparadas.
Teve a sua piada, depois descambavam para perguntas, "que tipo de música gostas" e todos me perguntavam sobre a cerveja, é sempre um quebra gelo aqui na Checa.
Fomos todos ao cinema depois da converseta, ver "Servi a Rainha de Inglaterra", um filme que tem por base um livro com o mesmo nome, escrito por Bohumil Hrabal, um Checo todo maluco que escreveu uns livros carregados de um humor único e "hiper realista", alguns alvo da censura da Checoslováquia.
Vá deixem-se de merdas, um pouco de cultura näo mata.
Näo tivesse eu lido um pouco da versäo Inglesa há pouco tempo, e teria ficado a anhar, pois o filme era em Checo, e sem legendas obviamente.
Assim ainda dei uma de chico-esperto, ao contar um resumo da história à malta.
Fomos ainda almoçar fora com dois alunos Checos, provavelmente portaram-se mal, e entäo o castigo foi vir almoçar com os visitantes.
Um restaurante todo pipi, seguido de uma exposiçäo de um Checo que näo tem mais nada que fazer e dinheiro de sobra, e entäo toca de viajar pelo mundo e tirar fotos. Esta era sobre a América do Sul.
Tinha umas fotos da Guiana Francesa brutais, havia uma que dava pelo nome de "Modry a Černy" (Azul e Preto). Era a foto de um rastafari, com um "bronze" doutros tipos e calçöes azuis...
Se eu fizesse uma cena destas em portugal, tinha logo a TVI à perna e era a puta armada.
Como é aqui, dá para um gajo se rir e seguir viagem.
Fomos depois a uma Cukrárna, e aproveito para partilhar uma curiosidade:
Os checos têm tudo separadito.
Se queres beber uma cerveja, vais ao "hospoda", uma espécie de pub.
Nem te atrevas a pedir vinho, café ou chá num "hospoda", para o vinho tens a "vinárna", para o café tens a kavárna, e para o chá... tens a čajovna.
Näo é como aí na Tuga que um gajo vai na rua e pode ir ao primeiro "snack bar café pastelaria cervejaria caracóis petiscos e bitoques com ovo a cavalo" que encontrar para beber uma porra de uma bica.
Se queres comprar carne: "řeznictví", também há casas com "maso" (carne) escritas, mas essas säo de baixa qualidade.
Se queres vegetais e frutas (vá lá juntaram estes): vais ao "ovoce (fruta)- zelenina" (verduras).
Para produtos alimentares em geral, tens a "potraviny" ou "samoobsluha" que é uma espécie de self-service (chamar supermarket para quê?).
Para o päo: pekařství, onde podes comprar päo e bolos, mas näo todo o tipo de bolos, porque se quiseres um bolo daqueles que dá caganeira, tens de ir à cukrárna, que é uma espécie de "casa do açúcar". É a loucura...
Depois da cukrárna, hora de ir para caselas, foi bom, sim agradecemos, temos de repetir, e levaram-nos a caselas, ainda tive a lata de ir com a bicicleta 8km para ir a Chocen beber uma cerveja.
Sou um doido...
Foram-nos buscar às 7 da matina (viva o luxo) e lá fomos nós para Vysoké Myto city.
Era uma escola com uma média de idades a rondar os 17, sendo por isso relativamente fácil comunicar com eles num Inglês básico.
Chegámos, fomos apresentados aos professsores, todos muito simpáticos, e reencontrei alguém que näo via há muito tempo: em Dezembro, na altura do Natal, contei-vos acerca de alguém que falava Português, e tinha uma cara de "para sempre espantada", Jarmila, a professora que organizou a nossa visita à escola.
Estava muito nervosa, toda tremeliques, sempre a preguntar se estávamos bem, a mulher andava mesmo maluca.
Entrámos na primeira sala, com alunos de 18 anos, e fomos apresentados.
Cecile começa a falar do projecto, Kristin a mostrar fotos da área e das cabras e mais coisas, tais como fotos de sombras, e coisas assim, e eu parecia ser o único a aperceber-me que estavam todos a anhar.
Depois de Cecile acabar de falar, perguntei ao "público" se algum deles sabia o que estávamos cá a fazer.
O silêncio falou por si.
Foi giro dar uma espécie de palestra àquele pessoal todo, expliquei-lhes o que era o SVE, para que servia (ou para que devia servir), como podia ser benéfico, uma oportunidade de ouro, enfim, penso que este tipo de informaçäo é útil a todos os jovens, há que espalhá-la quando podemos. Ainda para mais quando a maior parte näo viu mais que o lindo castelo que a sua vila tem.
Depois juntámo-nos todos em grupos, e cada um de nós ia respondendo a perguntas que eles já tinham preparadas.
Teve a sua piada, depois descambavam para perguntas, "que tipo de música gostas" e todos me perguntavam sobre a cerveja, é sempre um quebra gelo aqui na Checa.
Fomos todos ao cinema depois da converseta, ver "Servi a Rainha de Inglaterra", um filme que tem por base um livro com o mesmo nome, escrito por Bohumil Hrabal, um Checo todo maluco que escreveu uns livros carregados de um humor único e "hiper realista", alguns alvo da censura da Checoslováquia.
Vá deixem-se de merdas, um pouco de cultura näo mata.
Näo tivesse eu lido um pouco da versäo Inglesa há pouco tempo, e teria ficado a anhar, pois o filme era em Checo, e sem legendas obviamente.
Assim ainda dei uma de chico-esperto, ao contar um resumo da história à malta.
Fomos ainda almoçar fora com dois alunos Checos, provavelmente portaram-se mal, e entäo o castigo foi vir almoçar com os visitantes.
Um restaurante todo pipi, seguido de uma exposiçäo de um Checo que näo tem mais nada que fazer e dinheiro de sobra, e entäo toca de viajar pelo mundo e tirar fotos. Esta era sobre a América do Sul.
Tinha umas fotos da Guiana Francesa brutais, havia uma que dava pelo nome de "Modry a Černy" (Azul e Preto). Era a foto de um rastafari, com um "bronze" doutros tipos e calçöes azuis...
Se eu fizesse uma cena destas em portugal, tinha logo a TVI à perna e era a puta armada.
Como é aqui, dá para um gajo se rir e seguir viagem.
Fomos depois a uma Cukrárna, e aproveito para partilhar uma curiosidade:
Os checos têm tudo separadito.
Se queres beber uma cerveja, vais ao "hospoda", uma espécie de pub.
Nem te atrevas a pedir vinho, café ou chá num "hospoda", para o vinho tens a "vinárna", para o café tens a kavárna, e para o chá... tens a čajovna.
Näo é como aí na Tuga que um gajo vai na rua e pode ir ao primeiro "snack bar café pastelaria cervejaria caracóis petiscos e bitoques com ovo a cavalo" que encontrar para beber uma porra de uma bica.
Se queres comprar carne: "řeznictví", também há casas com "maso" (carne) escritas, mas essas säo de baixa qualidade.
Se queres vegetais e frutas (vá lá juntaram estes): vais ao "ovoce (fruta)- zelenina" (verduras).
Para produtos alimentares em geral, tens a "potraviny" ou "samoobsluha" que é uma espécie de self-service (chamar supermarket para quê?).
Para o päo: pekařství, onde podes comprar päo e bolos, mas näo todo o tipo de bolos, porque se quiseres um bolo daqueles que dá caganeira, tens de ir à cukrárna, que é uma espécie de "casa do açúcar". É a loucura...
Depois da cukrárna, hora de ir para caselas, foi bom, sim agradecemos, temos de repetir, e levaram-nos a caselas, ainda tive a lata de ir com a bicicleta 8km para ir a Chocen beber uma cerveja.
Sou um doido...
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