terça-feira, 10 de julho de 2007
My first post in English
Its starting to be like my cooking skills: everyone knows about it, but no one actually saw it.
Its been around seven months that I'm staying in the largest beergarden in Europe: the Czech Republic.
Adaptation was kind of hard somehow, my old projects sucks, and I've moved to Prague thanks to good will of people in Duha and in IYNF, who "found" a place for me in their project.
Again the adaptation, the search for a flat and for my place in the new society.
I think that is the biggest difference between a short activity (lets say two weeks maximum) and a long such as EVS: the social aspect.
In a short activity, you really don't care, you just want to have fun and to take wherever you can from that short period.
In a long one, after a while, your life starts to be quite the same, I mean, its never the same, but you start facing the same social "problems".
In the beginning your behaviour dosnt have the same reaction that you are used to, and that might be a problem. Only now I'm feeling like myself, if I can say such thing.
Life is stabilished, I have my flat, my friends, someone very special, and everything runs smooth, which has impact on work, I feel more creative and thinking more clear, its like I discovered the rules of the game, and I play by them.
Recently there was this EVS group coming to Duha, to develop some connection and promotion of the local groups.
I have to admit that, although I was on the organizational side sometimes, i didn't thought it was so tiring, I respect much more the work of a trainer or a facilitator, or even someone with less responsabilities, like me, as I am a volunteer.
It was crazy all that week answering 3000 questions at the same time, half of them without knowing the answer, which made me feel quite stupid, but as we were two Portuguese friends doing it, fun was guarantee, even if I felt like killing three or four of them, just to light things up a bit. If it was not for the special one support, for sure I would be in jail by now for mass murder of volunteers.
I'm discovering my role here, both in work and in leisure time.
T minus 5 months, and as some people left, it makes realize that 5 months is not that much, and sometimes I feel time just like sand in my hands, slowly going out.
The work and the fun, also brings something else: grumpy mood.
If I'm on the subway and someone is at the door but not leaving, some nice Portuguese vocabulary starts to be spread around, something like "fucking cocksuckers".
It sure helps to release some stress...
Leading a workcamp, was a very challenging experience, has I've never been in a workcamp, not even as a participant.
Half of the group was non english speaker, such as the organizer also... Which means a lot of mimic, pointing, body language (no, I'm not talking about sex, fucking perverts), and logical thinking. But I've managed somehow.
Soon I will go to a music festival, if it is half good as the Sothwest one in Portugal, i will mbe very glad, I miss such kind of activity.
My czech is improving quite ok, if we take in consideration that I've never had proper lessons, It was somekind of auto development through tryingf to speak it, even if I was saying a lot of crap.
I miss some of my friends in Portugal, and I like to think they miss me. At least when there is some dinner where someone has to cook...
But I cannot complaint, I've met some cool people here and there, I've been travelling around Europe, spending some nice time with the people from here, the evs world, and with some locals (not that much, the language is still a big barrier).
So thats it for now I guess, hope you two enjoy it...
Writing in English sucks, my next post will be in aramaic is much more funny.
Mej se hezky!
Pois
Há gajas feias. Há gajas gordas. Pá, há gajas feias e gordas, mas porra tinha de haver gajas feias, gordas e a andarem que nem pinguins??
Lembrei-me quando saí no metro em Mustek, a caminho do escritório, porque passou por mim uma gaja assim. O que vale é que eu tinha o estômago vazio...
Devia ter mil coisas para partilhar, mas de factio näo me lembro de grande merda há 3 semanitas que nao tenho um dia de folga, depois do workcamp e do training, veio o fim-de-semana.
No sábado tive de ver as ligaçöes entre Chrudim e Praga e de Praga para vários sítios, para o pessoal que tinha ido ao Tamjdem poder vir pra Praga e ir recambiado para os grupos locais no ambito do nosso novo projecto o, Doduhy ( näo estäo à espera que eu vos explique... väo ver). No domingo tive que acordar cedo para vir receber os voluntários e correr com eles... Quando o responsável pela comunicaçäo com os grupos locais chegou, já eles tinham ido e a comunicaçäo feita pelo preto.
Talvez seja por isso que me sento aqui, e escrevo no blog, enquanto atendo telefonemas em Checo, onde me perguntam sobre cenas que eu näo faço ideia... quando percebo, claro está.
Bem, até tenho uma historieta engraçadita...
Esttava eu no Akrópolis, o sítio de onde saio sempre todo fodido, quando vou à casa de banho.
Entro, e está um gajo a lavar-se no lavatório. Eu, já meio tocado e armado em chico-esperto, viro-me pra ele e digo, em Português: entäo, estás na merda?
O gajo vira-se e diz: foda-se näo me digas que és Português?
Olha se calha eu dizer:entäo estás na merda oh corno?...
Depois disso foi a loucura instalada, estava lá uma turma de Fotografia (de escola mesmo) de Sta Maria da Feira, professora incluída, a curtirem que nem uns doidos, lá me juntei a eles e pronto, lá saí da Akrópolis sem me lembrar do meu segundo nome...
No dia seguinte havia uma exposiçäo dessa mesma turma, mas devido a uma experiência inédita (que consistiu numa sessäo de fotos comigo nu e aos saltos, verídico) cheguei tarde e a más horas... Foi uma pena.
Talvez regresse em breve, tou com vontade de escrever baboseiras.
Ela
Aproveito para partilhar a minha mais recente história. Näo lhe chamaria uma história de amor, mas anda algo no ar... e näo säo gases.
Começou quando eu, todo cego, fui dormir a casa dela, porque ficava bem mais perto da minha casa. Conosco estava uma voluntária, o que fazia três de nós e um quarto com uma cama. Chegados ao local, eu nem quis saber de mais nada, deitei-me no chäo e por ali fiquei, entre a cama dela e o colchäo insuflável da nossa amiga empata-fodas.
Nisto, ela diz-me "podes vir para aqui é na boa". Pus-me mais fresco, e deitei-me, adormecendo em 3 segundos. Acordei na manhä seguinte, pensando que tinhamos alugado um helicóptero, enroscado nela.
"Foda-se", pensei eu, "näo me digas que foi mesmo à grande com a outra aqui e tudo".
Nada disso, näo se passou nada, mas ficou a premissa de que algo se passava. Ou ia passar.
Da segunda vez näo me recordo como fui lá parar, acho que tinha acabado de mudar para Vrsovice e näo sabia muito bem como ir para casa (claro que me podia ter desenrascado, mas há que esticar a corda), mas desta vez havia um quarto livre para a nossa amiga, que se encontrava cá de novo.
Entäo, o inevitável aconteceu: enrolamo-nos e tal, e eu pergunto "entäo e uma mamada?". Gozo, perguntei-lhe se deveria ir buscar a caixa de preservativos quase fora do prazo que comprei em 2001.
Resposta: Näo. Näo? Näo.
Caralho... Pior que a resposta foi a justificaçäo: é que se isso acontecer será a minha primeira vez...
Aí sim, caíram-me as bolas, olhei para o ar, chamando nomes a um Deus desconhecido, visto que estes filmes se sucedem comigo a um ritmo anormal. Ou é isto, ou é a chamada de Moscovo (aka período), ou é a falta de preservativos... Enfim.
Foi como num duche de água fria, acalmei o pito, deitei-me normalmente e disse-lhe: pronto está bem, que é que se há-de fazer?
O que é certo é que essa esteve longe de ser a última vez que estivemos juntos.
Temos passado muitas noites juntos (ultimamente ate fomos ver os cisnes à beira-rio, mesmo à casal-maravilha) e o sexo (ou pelo menos a falta dele), é relegado, porque há coisas que se sobrepöem (isto sou eu a convencer-me a mim mesmo...).
As minhas flatmates perguntam-me sempre de manhä, quando eu chego: entäo já experimentaste o teu quarto?...
Mudei-me há uma semana e meia e dormi lá 1 vez... Com ela.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Yahuu, um post!
Miséria, näo escrevo vai para três quinze dias e näo se pode culpar aqui o Je.
Bem, até se pode mas passo a explicar (como puder) o que se tem passado na puta da loucura que é o SVE.
Como se sabe, mudei de projecto, estou a morar em Praga desde o início de Maio, o que coincide com o meu desaparecimento da “blogosfera” ou lá como chamam a esta merda.
Coincidência? Nada disso, em Praga há muito que fazer, näo è bem como estar numa quinta no cu do mundo, onde o bar mais próximo é a três quilómetros e está cheio de barrascos.
A minha rotina diária consiste no seguinte: acordo às onze, estou no escritório ao meio-dia, almoço por volta das três, saio às seis, dependendo do dia, janto uma refeiçäo liquida (vulgo cerveja), e vou a algum lado jantar de novo, normalmente a um bar ou a uma potraviny (uma espécie de mini-mercado, facilmente se encontra uma aberta a noite toda). Há sempre algo a acontecer, e caso näo haja, provoca-se.
Como näo tenho um portátil, nem computador em casa, torna-se difícil escrever o que quer que seja. Neste momento, escrevo em casa da minha amiga (chamo-lhe amiga porque chamar-lhe namorada seria demasiado e chamar-lhe “uma gaja” seria leviano demais. Esclarecidos? Eu também näo). Ela foi sair com a malta dela e eu fiquei em casa dela e escrever algo.
Agradeço desde já à Lee e ao Sandro (quem quer que seja) porque me foderam a cabeça para eu escrever algo ( a Lee fode-me a cabeça dia sim, dia também).
É engraçado que haja pessoal mortinho para ler o que escrevo... Que raio??
Entäo o que se tem passado neste tempo todo?
Chegado a Praga, fui morar duas semanas em Strossmayerovo namesti, em casa de Marion e Baeta, e depois disso arranjei um quarto em Vrsovice, onde só passado duas semanas vi o meu companheiro de quarto, um Checo, advogado e, muito provavelmente, paneleiro, mas porreiro, as três vezes que o vi (em dois meses) foi sempre a rir e galhofa, o gajo é uma doida.
Depois disso, tive de mudar, porque a dona do quarto estava a regressar da Holanda, e entäo foi uma corrida contra o tempo, porque näo tinha muito e estva a ver que tinha que ir pra casa de alguém temporiariamente, o que näo era o fim do mundo, mas se näo tenho um sítio que possa chamar casa, nunca me sentirei verdadeiramente estabelecido, o que é uma chatice do caralho.
Com a ajuda de Krystyna, a Polaca que se ri como uma hiena, arranjei um quarto no centro, a 3 paragens de metro do escritório, perto de tudo, e no pacote vem incluido três flatmates. Näo me posso queixar, excepto por uma razäo, o quarto näo tem mobília rigorosamente nenhuma, o que tem vantagens e desvantagens. As vantagens é que näo há muito para arrumar, e eu näo preciso de muita coisa, o que me leva à desvantagem: preciso, pelo menos, de uma merda de um colchäo! Enfim, nada que näo se resolva.
È complicado contar o que se tem passado…
Estive na Hungria, num Contact Making Seminar, a minha organizaçao queria lá um representante, e eu nunca tinha ido à Hungria, entäo proporcionou-se o negócio: eles entram com a guita e eu represento-os.
Foi à maneira, o grupo tinha pessoal fixe, havia pessoal da Hungria, Bulgária, Roménia, Itália, Républica Checa (eu…), Polónia, Alemanha e Espanha.
Os latinos lá fizeram a festa, o resto juntou-se e uma das Romenas nunca tinha experimentado salame de carne Portuguesa. Intercâmbio cultural, claro.
Os Polacos começavam a beber às nove da manhä, e as apresentaçöes dos seus projectos consistiam em parcas palavras: festa, sexo, alcóol e muita gente.
Pá, nem me parece mal, mas näo me parece que vá ser aprovado por nenhuma Agência Nacional. Nem mesmo a Polaca.
Com o Italiano era só rir, estávamos no mesmo quarto que os Polacos (mais tarde mudei-me para o quarto das Romenas) e quando me despedi dele, despedi-me de um amigo.
Os Húngaros eram engraçados, mas meio esquisitos, cabröes fizeram-me comer ao almoço uma sopa de frutos vermelhos. Foda-se, comer amoras fervidas näo é lá grande merda.
De resto só a assinalar que o Alemäo pergunta, no seguimento de uma conversa, o seguinte: onde é Bratislava?
Näo me fodam, o gajo tinha praí 40 anos, vinha a representar uma organizaçäo Espanhola, e estava na Hungria, isto è, anda a viajar, e pergun-me esta merda?? Granda estúpido.
Näo tive tempo para visitar Budapeste como deve ser, um erro crasso a ser revisto assim que possível. Debrecen, a segunda maior cidade da Hungria, näo é assim täo grande quanto isso, mas é catita.
Liderei recentemente um workcamp, foi a puta da loucura, 8 voluntários, 4 internacionais e 4 Checos, estes últimos sem falar Inglês… O organizador, a mesma merda, e eu falo Checo que è uma coisa parva, está-se mesmo a ver no que deu… Como dizem os Checos, deu num bordel.
O que é certo é que aprendi mais Checo em duas semanas, que em três meses na Checa. Na avaliaçäo, tudo bem, o campleader foi um porreiro e o caralho.
No segundo dia do workcamp, enquanto o resto trabalhava, um dos Checos estava no andar de cima da casa a fazer um Birls… Lá tive de me chegar ao gajo e dizer que sim senhora, Birls é fixe, mas enquanto se trabalha… trabalha-se. Escusado será dizer que à noite até eu lhe dizia para fabricar um Birls.
Neste momento, está a decorrer o on-arrival dos voluntários do novo projecto da minha organizaçäo, o Doduhy, onde eu e o Joäo temos um papel interessante, só nos falta saber qual.
O essencial é que estamos a curtir. E eu vou dormir, ela ainda näo chegou, e visto que me vai acordar, é melhor que durma um pouco antes.
Mais tarde partilharei a história dela. Mais ou menos.
Antes de mais nada, notícias de malta conhecida : a minha ex-tutora, nunca mais a vi, desde que cheguei a Praga (assinale-se o facto de que, os dois meses que vivi em Vrsovice, morava quase ao lado dela). Ela ligou-me uma vez pra irmos ver a Mariza em concerto, mas eu disse-lhe que eu era mais Cradle of Filth e músicas do peido, vómito e arroto.
A Eslovaca, aka torce-pixas, está grávida (näo é meu descansem) e vai-se casar. Vai lá vai…
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Sem parar
Quando chego, já ele ronca, e quando eu ainda ronco, ele vai trabalhar.
O pouco que sei dele é que usa perfumes de nilas e que lhe dá na musculação, tem a cozinha cheia daquelas merdas para inchar que nem um javali.
A minha vida agora consiste em: acordar às 10 da matina, e ir para o escritório, de onde saio por volta das 19, para ir directamente... para a acção.
Ah pois, agora vingo-me de 4 meses na Parvónia.
Tenho tido noites que valiam bem a pena terem sido contadas imediatamente a seguir a terem acontecido, mas a falta de tempo, conjuntamente com a falta de um computador em casa... complica.
No outro dia, fui a a casa do Berto, era a noite Espanhola, já tinha havido a noite Italiana, que consistiu em... pasta, coisa que aqui nunca ninguém tinha comido.
Chegado a casa dele, e como há aqui uns quantos Espanhóis, juntamente com um Catalão e um Galego, havia uma variedade interessante de pitéu: tortilha de batata, empada de queijo e fiambre, pantomacat (pão com tomate e sal), migas (?!) e o Baeta decidiu fazer uma "crema catalana" que não é nada mais nada menos que leite creme! Joder...
Comeu-se, bebeu-se, e ficou-se por lá a anhar, até deu para jogar às escondidas e tudo.
Entretanto, o Baeta lança o desafio: vamos ao Cross Club.
Pra nós na boa, fica mesmo pertinho de casa, claro que os restantes já rastejavam (uns porque estavam bêbados e outros porque ainda estavam a jogar às escondidas).
Lá fomos, 4 da matina, direitinhos ao Cross, com a inocente intenção de beber uma cerveja e marchar para casa.
Lá chegados e depois de pedirmos as cervejas, constatámos que havia um jovem com um monte de Birls em cima da mesa. Birls de outros tipos.
Pensei cá para mim: porra isso é demasiao para um gajo só... e lá fui eu, cheio de lata, oh bacano dispensa lá um pouco que isso tudo faz-te mal.
O gajo deu-me um plástico do maço de tabaco quase até meio, pela irrisória quantia de 20kc, nem um aéreo é!
Ficámos todos contentes, e o gajo mudou-se para a nossa mesa, com um porro gigante e verdinho.
Lá rodou, falou um pouco connosco, e foi-se.
Estava eu entretido na manufacturação de outro Birls, quando o gajo se senta de novo na mesa, olha para nós e pergunta: por acaso nenhum de vocês tem Birls?
Foda-se, fiquei a olhar para o gajo 5 segundos a tentar desfigurar se falava a sério ou quê, e o que é facto é que cheguei à conclusão de que tinha fritado completamente.
Dei-lhe o Birls que tinha feito e lá foi ele, a rappar, todo maluco.
Nisto, sentam-se duas gajas, completamente torradas e começam a puxar os restos de cervejas na mesa perante o nosso olhar atónito.
Uma delas pega num prato de plástico e começa a rodá-lo e a olhá-lo com encanto, e diz: ah, que giro, consigo ver a minha cara...
Foi a gota de água, estava meio maluco com o porro verdinho que o Zé Tostas tinha feito, e não conseguia entrar na onda do torranço total, agarrei no Baeta, e siga para bingo.
O Cross é um sítio... para mim, estranho, brutal na estética, não há sequer algo parecido em Portugal, um lugar daqueles onde podes ir a um dia de semana, Birls e todas as vezes que lá vou, é só filmes com freaks, ou então é por eu estar alterado sempre que lá estou.
Será que sou um freak e não sei?
Já volto.